Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Tech-no-logia

 

02/01/2009

 

Profissão: informática

 

Há algum tempo atrás uma amiga me procurou preocupada com seu filho. Contara-me que o jovem sempre quis estudar medicina ou odontologia - não me lembro precisamente -, mas que ao fazer um curso de montagem e manutenção de micro-computadores estava mudando de idéia. “Como que um garoto muda de opinião dessa maneira?”, ela me perguntou. O que respondi a ela vou dizer a vocês.

A Tecnologia da Informação é algo fascinante, principalmente para os mais jovens que têm uma grande capacidade de memorização. Contudo, é preciso ter cuidado. Gostar de informática é uma coisa e ter vocação para exercê-la profissionalmente é bem diferente. O fato é que hoje há uma grande dependência dos computadores e da internet, mas nem sempre devemos estudar informática para sermos profissionais do ramo, mas sim para não ficarmos à margem do uso da tecnologia.

Ao conversar com colegas que lecionam constatei que há uma grande procura por cursos de informática em nossa região, desde os mais básicos até os superiores, tanto que aqui em Barra do Garças, além das diversas escolas de informática, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) de Mato Grosso oferece um curso Técnico em Informática, as Faculdades Cathedral e Univar oferecem o curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece o bacharelado em Ciências da Computação. Mas, infelizmente, tem havido também uma grande evasão, que no meu entendimento tem sido em razão do não conhecimento sobre a CIÊNCIA que está por trás da informática.

Saber operar o computador, entender o que é um chip, uma placa mãe ou um processador, saber dimensionar os bits por segundo (bps) de uma conexão de internet, os gigabytes (GB) de um disco rígido ou os dots per inch (dpi) de uma imagem, tudo isso será pré-requisito para qualquer área de conhecimento. De um simples aparelho celular a um analisador ácido-base dentro de uma UTI, todos são hardwares (máquinas) controlados por softwares (programas) desenvolvido e manipulados por peoplewares (pessoas). A questão é decidir de que lado ficar: projetando, desenvolvendo e mantendo essa engrenagem funcionando ou apenas operá-la?

 

 

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