Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Tech-no-logia

 

29/09/2006

 

Navegadores web

 

Os navegadores web, também conhecido como browsers pela turma da tecnologia, têm tido um certo destaque nas matérias sobre Internet nos últimos meses. Isso porque o IE (Internet Explorer), da Microsoft, que detinha quase 100% do mercado mundial, começou a perder mercado nos últimos dois anos.

Após ter ganhado da Netscape na justiça o direito de distribuir seu navegador juntamente com o sistema operacional Windows, a Microsoft teve com o IE uma dominação quase plena do mercado. Talvez por esta razão tenha se descuidado nas melhorias da aplicação, dando espaço para que outros navegadores conquistassem usuários na rede.

O calcanhar de Aquiles da Microsoft tem nome e endereço: Mozilla Firefox (http://www.getfirefox.com), da Fundação Mozilla.

Lançado oficialmente em dezembro de 2004, o navegador já atingiu 13% do mercado mundial, segundo pesquisa da empresa americana OneStat (07/2006). Dentre os 100 países pesquisados, a menor diferença de participação é na Alemanha, onde o Firefox já é utilizado por 39% dos usuários, contra 60% do IE.

Algumas vantagens do Firefox sobre o IE são: menor vunerabilidade, navegação por abas, maior estabilidade, bloqueio de pop-ups (o IE só tem esta função no Windows XP SP2), caixa de busca e suporte a RSS.

Já o IE supera o Firefox na leitura de JavaScript e no acesso aos Internet Bankings (Bancos on-line).

A pesquisa da OneStat também indicou outros três navegadores com percentual “consideráveis”: o Apple Safari (2%), o Opera (1%) e o Netscape (1%).

Por se tratar de um aplicativo OpenSource, que possui o código-fonte aberto aos desenvolvedores, o Firefox leva outra vantagem sobre o IE: a colaboratividade.

São dezenas de temas para modificar e personalizar a aparência, extensões para turbinar o navegador e Plugins. Existe até uma extensão para executar o IE dentro do Firefox, para quem não quer mesmo usar mais o navegador da Microsoft ou quer, pelo menos, continuar a usufruir dos recursos ainda inexistentes no IE.

A respeito da leitura de JavaScript, normalmente os webmasters aprendizes e menos experientes tendem a utilizar códigos mal estruturados que acabam não funcionando bem nos navegadores alternativos como o Firefox e o Opera, mas isto também ocorre com o sites importantes. Certa vez tive dificuldade em navegar pelo site do Sicredi, pois os submenus feitos em DHTML não funcionavam, felizmente já foi corrigido.

Por isso e pelo fato da página de atualização da Microsoft (Microsoft Windows Update) não funcionar com qualquer outro navegador ainda é bom ter o IE instalado no PC.

Para quem quiser testar esta excelente alternativa basta clicar na imagem “Navegue mais rápido. Baixe Firefox com Google Toobar” localizada no menu esquerdo da página inicial do AraguaiaNet (http://www.araguaia.net). Eu recomendo.

 

 

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21/09/2006

 

Portabilidade numérica

 

Você já pensou em trocar de operadora celular mas desistiu porque seria um transtorno avisar todos os amigos que mudou de número porque trocou de operadora? Então, “seus problemas acabaram”. Calma... também não é bem assim. Ainda vai demorar um pouquinho para termos liberdade de escolha. :-)

Um dos assuntos bastante discutido durante a última semana foi a portabilidade numérica, que possibilitará que os usuários de telefones fixos e móveis mudem de operadora sem trocar de número.

Esta “façanha” já é realidade na Comunidade Européia e em países como Canadá, Japão e, claro, Estados Unidos.

No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou o regulamento que estabelece as condições para a portabilidade numérica no país em consulta pública em seu site (http://www.anatel.gov.br) no início de setembro, e vai estar recebendo as contribuições até 23 de outubro.

No entanto, só deveremos usufruir da tecnologia em 2008, pois será necessário cerca de 18 meses para sua implementação, após a publicação final do regulamento.

Depois de conseguirmos uma certa flexibilidade com o uso dos chips GSM, na troca de aparelhos da mesma operadora, a partir de 2008 teremos mais liberdade na escolha da operadora e, conseqüentemente, da tecnologia que queremos utilizar.

Algumas das características do modelo a ser adotado merecem destaque, como a tarifa única para troca de operadora quando o usuário optar por manter o seu número, e a implementação da portabilidade apenas entre telefones fixos de mesma área e móveis de mesmo DDD.

O grande receio das operadoras é que, com a implementação do sistema, haja um grande número de troca de operadoras pelos clientes, que é medido por um indicador chamado “churn”. Embora seja uma realidade diferente, a experiência dos Estados Unidos demonstra que a portabilidade não é fator tão determinante para o “churn” das operadoras. Há ainda o fato de não termos prestadoras alternativas na telefonia fixa. Somente os grandes centros têm opção.

Mais que um avanço tecnológico, a portabilidade representa liberdade de escolha ao consumidor. É como se fôssemos comprar um eletroméstico em uma loja do gênero. Se não somos bem atendido ou se o preço não está dentro das suas possibilidades você procura outra logo adiante.

Certamente será uma vitória do consumidor sobre as campeãs de queixas nos órgãos de defesas de consumidores, as telefônicas.

 

 

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13/09/2006

 

Crimes na web

 

Não é de hoje que as atenções dos usuários da web têm sido com relação à segurança. Também não é pra menos. O índice de sites falsos cresceu 18% só em julho deste ano.

Fato mais recente aconteceu nesta terça-feira (12.09), onde a Polícia Federal mobilizou 300 agentes em quatro Estados, mais o Distrito Federal, para prender quase sessenta pessoas envolvidas com fraudes bancárias.

Devido a isto, me coloco novamente à falar sobre medidas de segurança e meios de prevenção na navegação pela Internet.

No caso das fraudes bancárias o mecanismo utilizados pelos fraudadores, que chegaram a desviar cerca de 1,5 milhão de contas-correntes de seis bancos, não é nenhuma novidade. Versões de “cavalos-de-tróia” e “phinshing” foram utilizados para criar as armadilhas para os internautas menos experientes. Os dois chegam por e-mail e têm uma leve diferença.

O primeiro trata-se de uma mensagem de e-mail que, quando aberta, instala automaticamente no computador da vítima, um programa para coletar dados do usuário.

Já o segundo apresenta um link para uma página falsa, semelhante à original, mas que, normalmente, contém erros que permitem ao usuário a percepção de que não se trata da página original. Um dos phishing mais recentes levavam o usuário a uma página falsa do site Submarino.

Para os “cavalos-de-tróia” as medidas mais comuns para evitar seu funcionamento ainda são manter um anti-virus instalado e atualizado, bem como um “firewall” (parede de fogo) bem configurado.

O funcionamento do anti-vírus muitos já conhecem, ele detecta e procura eliminar os vírus de uma máquina. Quando não consegue, coloca o arquivo em quarentena para desinfecção futura ou eliminação do arquivo.

Menos conhecido dos usuários, o “firewall” é um programa que bloqueia qualquer invasão ou execução de programas sem o devido consentimento do usuário. Quando um programa, mesmo que seja uma aplicação conhecida, vai ser executado, ele avisa ao usuário do processo, permitindo-o aceitar ou não a execução.

Para os “phishing” a dica é prestar atenção no rodapé do navegador (Internet Explorer, Firefox, Opera, etc.) e dos clientes de e-mail (Outlook Express, Firebird, etc.) antes de clicar em qualquer link.

Lembre-se que os crackers tentarão persuadí-lo utilizando nomes de empresas e instituições de credibilidade. Por isso, quando chegar um e-mail pedindo para clicar no link para ver um cartão do UOL, por exemplo, no rodapé do seu programa deverá aparecer o endereço do UOL, do contrário este link o levará a um site falso. O indicado mesmo é abrir o navegador e digitar o endereço do site que se pretende acessar.

Tome cuidado, principalmente, com arquivos de extensão .EXE, .BAT e .SCR, pois a probabilidade de ser um vírus é próxima de 100%.

Por fim, é importante dizer que a falha não é dos sites de comércio eletrônico ou dos bancos, este último nem mesmo envia e-mails. Uma vez dentro do sistema, você pode navegar tranqüilamente pois deverá estar utilizando uma navegação segura.

 

 

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01/09/2006

 

A web a favor da educação

 

O emprego de diferentes tecnologias no aprimoramento do conteúdo didático tem sido, já há um bom tempo, uma tônica dos educadores do Brasil e do mundo. Dentre estas, a web tem se mostrado uma importante aliada não só na produção de mídia interativa, mas também na democratização da educação.

O Ensino a Distância (EAD), que já utilizava como ferramentas materiais impressos e recursos áudio-visuais e multimídia, como os CD-ROMs, ganhou um importante auxílio, a Internet, principalmente com o advento da banda larga.

Esta semana, na Escola Regional de Informática do Centro-Oeste 2 (ERI-CO2), que está sendo realizada no campus da UFMT, em Pontal do Araguaia (MT), tenho tido a oportunidade de acompanhar através das palestras como isto está sendo desenvolvido em nosso Estado. E mais ainda, a preocupação que estão tendo em disponibilizar conteúdo de qualidade na web, de maneira a proporcionar ensino de primeira grandeza, mesmo a distância.

Em tempo, vale ressaltar a dedicação do Professor Rafael Vital na realização do evento.

Áudio e vídeo-conferências, e-mails, mensagens instantâneas e vídeo-aulas são alguns dos recursos disponibilizados através da Internet para que professores e alunos possam se interagir.

A web 2.0 também vêm dando sua parcela de contribuição. Consegui testar o Writely (http://www.writely.com), da Google, esta semana. O Writely é um editor de textos on-line que oferece uma característica muito interessante. Ele possibilita que mais de uma pessoa possa estar editando o mesmo texto de qualquer lugar do mundo, possibilitando, por exemplo, uma produção literária colaborativa e em tempo quase real. Num ambiente desktop isto não é permitido, pois ao abrir um documento já aberto por outro usuário na rede, só pode alterá-lo que o abriu primeiro.

Também é importante salientar o trabalho que pesquisadores brasileiros estão fazendo com utilização de agentes para medir a auto-eficácia do ambiente e dos alunos que utilizam o aprendizado on-line.

Para que esta engrenagem possa funcionar, é necessário a boa atuação de profissionais nas áreas de educação e TI. É um mercado em franca expansão no Brasil, e uma ótima opção para os recém formados se especializarem.

No Brasil, diversas faculdades já oferecem cursos de graduação e pós-graduação a distância. Recentemente consultei a Unisul para um curso de especialização em software livre. Além de ser um curso de valor acessível, as provas poderiam ser feitas em Brasília, sem a necessidade de se deslocar para o Rio Grande do Sul.

Para quem tem vontade de crescer, esta é uma boa alternativa. Faça uma busca na web e confira os cursos disponíveis. O MEC mantém informações sobre o EAD em seu portal no endereço http://portal.mec.gov.br/seed. Vale a pena conferir.

 

 

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