Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

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Tech-no-logia

 

28/07/2006

 

A tecnologia das Eleições 2006

 

O grande destaque tecnológico das eleições no Brasil, com certeza, ainda é a votação eletrônica, que  completa 10 anos em 2006, mas a web terá papel fundamental, tanto na divulgação como na fiscalização dos candidatos.

A votação eletrônica foi utilizada pela primeira vez em 1996, em cidades com mais de 200 mil eleitores e atingindo cerca de 33 milhões. Dia 1º de outubro a expectativa é que 100% do eleitorado vote eletronicamente. Serão aproximadamente 126 milhões de eleitores e mais de 430 mil urnas, contra apenas 74,8 mil equipamentos utilizados em 1996.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investiu diretamente 600 milhões de reais, adquirindo 25,5 mil novas urnas que já possuem recursos de leitura de impressão digital, e preparando a segurança da informação.
Infelizmente os recursos biométricos ainda não serão utilizados. A previsão é utilizá-los, ainda em fase de testes, em 2008.

Com o aumento do número de internautas, que já passam de 33 milhões no Brasil, e com as restrições impostas pelo TSE, espera-se que a web, juntamente com jornais e revistas que não sofreram restrições, seja um dos meios mais utilizados para promoção dos candidatos este ano.

Blogs, chats, fóruns, mensageiros instantâneos, webcasts, podcasts e vídeos são formas que vêm sendo utilizadas para esta promoção.

Mais uma vez a Internet vem quebrar um paradigma. Através do horário eleitoral gratuito nas rádios e TVs, a política brasileira fica muito discursiva. A web abre espaço para o eleitor opinar, sugerir ou mesmo reclamar dos candidatos através de seus sites e fóruns. Bom será quando tivermos também a TV Digital como aliada.

Além do papel de divulgação e promoção dos candidatos, a Internet também terá um papel fiscalizador. Um sistema implementado pelo TSE, chamado CandEX, permitirá aos eleitores fiscalizar os gastos de cada candidato.

Hoje, no site do TSE (http://www.tse.gov.br), já está disponível a declaração de bens dos candidatos, a previsão de gastos inicial e um perfil de cada um, que traz ainda seus dados cadastrais - como nome, partido, coligação, grau de instrução, entre outros - e sua foto.

Os candidatos terão ainda que informar na Internet os seus gastos com as campanhas nos dias 6 de agosto e 6 de setembro, em relatórios discriminando os recursos em dinheiro (ou estimáveis) que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral, e os gastos que realizaram.

A prestação de contas final está prevista para 31 de outubro, para candidatos que concorrerão apenas no primeiro turno, e 28 de novembro, para candidatos que concorrerão ao segundo turno.

DICA DA SEMANA: A Wikipédia (http://pt.wikipedia.org) traz artigos sobre os 4 candidatos à Presidência. Fernando Limongi, professor livre-docente do Departamento de Ciência Política da USP e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) avaliou os verbetes e, embora com algumas ressalvas, os classificou positivamente. Vale a pena conferir.

 

 

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19/07/2006

 

Web 2.0

 

Se fôssemos classificar a web numericamente, como acontece com a maioria dos softwares, a cada salto de qualidade que ela veio dando desde sua criação, provavelmente estaríamos bem além da versão 2.0, mas é assim que especialistas vem classificando a web que está surgindo: Web 2.0.

Liderada por gigantes como Google e Yahoo, juntamente com algumas “startups” como MySpace, YouTube e Flickr, nem a Microsoft teve como ficar de fora. Estas empresas vêm oferecendo serviços de primeira linha, tudo on-line e, o que é melhor, tudo de graça.

Quem acompanha meus artigos já sabe que acredito que, em breve, os aplicativos que rodam hoje em no PC logo estarão na web. Posso estar enganado, mas no meu entendimento, o que está acontecendo hoje fará com que a maioria dos usuários domésticos precisarão apenas de um computador conectado à internet para que possam produzir textos, planilhas eletrônicas ou mesmo tratar uma foto.

Na verdade tudo isso já é possível. O Goffice (http://www.goffice.com), por exemplo, é um pacote de escritório com processador de texto, planilha eletrônica e gerador de apresentações, inclusive com a possibilidade de exportar os resultados em PDF.

Com o PXN8 (http://www.pxn8.com) é possível fazer pequenas edições de imagens, como cortes, remoção de olhos vermelhos, rotação e até ajustes de cores. É claro que não se deve comparar este aplicativo com um Photoshop ou Photo Paint, mas quem imaginaria isso há uns 10 anos atrás?

Existem ainda vários outros serviços muito úteis e bacanas na Web 2.0. Vão desde os pacotes office até sistemas operacionais que rodam diretamente da internet, sem necessidade de instalação no PC. Já testei alguns destes serviços e estou bastante contente com o que vem por aí.

Por trás disso tudo está um modelo de programação chamado Ajax, que tem em sua base a utilização do Javascript e do XML para tornar o navegador mais interativo com o usuário. Vários programadores já vinham usando este modelo, mas ainda sem denominá-lo desta maneira. Com o Ajax é possível personalizar um menu ao clicar com o botão auxiliar do mouse, carregar dados na mesmo página sem precisar recarregá-la por inteiro ou mesmo arrastar e soltar como se estivesse no seu ambiente desktop.

Outra palavra chave da Web 2.0 é: colaboratividade. Em alguns sites os usuários passam de meros espectadores (agente passivo) para geradores de conteúdo (agente ativo). Os vídeos do YouTube são colocados pelos próprios internautas, e o mesmo acontece com as notícias do Digg (http://www.digg.com) e os wikis do Wikipedia ( http://pt.wikipedia.org). É você fazendo a web que você quer ver e navegar.

Vendo tudo isso acontecendo, fica a dica os programadores darem uma olhadinha no Ajax. Já para os usuários, é só acessar e usufruir dos novos recursos, já que é tudo “free”. :-)

 

 

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13/07/2006

 

Fotografia digital

 

Pixels, DPI e resolução são alguns termos bastante utilizados quando começamos a trabalhar com arquivos fotográficos digitais, mas há outros fatores muitos importantes a serem observados na hora de mandar um arquivo para impressão para que se tenha uma boa qualidade.

Eu diria que minha experiência no trabalho com fotos digitais é bem interessante. Trabalhei na Clic Digital Photo (www.clicdigital.com.br), em Goiânia, por 2 anos. A Clic é estúdio de fotografia publicitária. Lá pude fazer parte de projetos de grandes empresas goianas, como os Laboratórios Teuto e Neoquímica, Fujioka, Supermercado Marcos e EmeGe, dentre outras.

Preparar uma imagem para impressão é mais que um trabalho técnico, é um trabalho artístico. O profissional tem que se preocupar com mínimos detalhes para que o cliente fique satisfeito.

Provavelmente você nunca irá trabalhar com tratamento profissional de imagens, mas algumas dicas são sempre bem vindas, não é mesmo?

Primeiramente gostaria de falar sobre a resolução de uma foto digital. Esta é medida pelo DPI (dot per inch), que significa pontos por polegada. É ela que define quanto de informação você tem em uma polegada quadrada. Quanto mais DPIs, melhor a qualidade do arquivo, mas também maior o tamanho do arquivo. Por isso, cuidado para não exagerar.

Junto com o DPI uma foto também é definida por sua dimensão, que pode ser medida em centímetros ou mesmo por pixels. O centímetro é uma unidade bastante conhecida, mas o pixel ainda gera certa estranhesa, até que se acostume com ela.

Ao preparar uma foto para impressão estes dois itens devem ser observados: a dimensão (largura x altura) e a resolução.

Na prática, podemos dizer que, para se ter uma boa impressão em papel fotográfico, tanto em equipamentos domésticos quanto profissionais, utiliza-se a dimensão desejada com, pelo menos, 200 dpi.

Há poucos anos, para se ter um arquivo digital, só mesmo scanneando uma foto em papel. Na Clic eu trabalhava com um scanner profissional da Umax, scanneava inclusive cromos (positivos) e negativos. Quase cai da cadeira quando soube o preço do equipamento: U$ 10.000 dólares. :)

Hoje há máquinas fotográficas digitais de todos os tamanhos e preços. Mas não se iludam. Por se tratar de um equipamento de informática, a qualidade é diretamente proporcional ao preço.

Já trabalhei com fotos tiradas de máquinas digitais da Sony, Samsung, Vivitar e Olympus, e o melhor arquivo foi gerado pela Sony. Acredito que Cannon, Fuji e Kodak também sejam bons, mas ainda não tive a oportunidade de analisar o arquivo.

Ah! Quase ia me esquecendo... Se ainda resta alguma dúvida sobre qual é o melhor software para tratamento de imagens, não tenha mais. O Photoshop, da Adobe, é campeão.

 

 

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06/07/2006

 

Sistema Brasileiro de Televisão Digital

 

Em 1999 começaram os estudos sobre a transmissão digital no País, quando a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabeleceu um termo de cooperação técnica com o CpqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), iniciando o processo de avaliação técnica e econômica para a tomada de decisão quanto ao padrão a ser adotado.

Em 2003, com a mudança do Governo Federal, foi feita a opção pelo desenvolvimento de um sistema brasileiro, o SBTV-D (Sistema Brasileiro de Televisão Digital).

Com previsão de definição para janeiro deste ano, somente na última semana, com seis meses de atraso, o Governo Brasileiro assinou o decreto que adota a tecnologia japonesa como base para o SBTV-D.

Ainda em março, quando publicamos um artigo sobre o assunto, já era possível prever que o sistema japonês atenderia melhor as necessidades brasileiras, pois tem algumas vantagens sobre os sistemas americano e europeu, principalmente no quesito portabilidade.

Em uso no Japão desde dezembro de 2003, o padrão japonês, ISDB (Integrated Service Digital Broadcasting), já atinge 60% da população. No Brasil, devido ao nosso poder aquisitivo, devemos levar um pouco mais de tempo para que atinjamos este coeficiente. Para se ter uma idéia, os primeiros equipamentos compatíveis com a tecnologia de TV digital só deverão entrar no mercado entre 12 e 15 meses, segundo o presidente da Gradiente, Eugênio Staub.
E por falar em fabricantes, Sony, Toshiba e NEC Corp. deverão estar à frente da concorrência por se tratarem de empresas japonesas.

Também é importante que se diga que o sinal analógico continuará a ser transmitido, pelo menos, pelos próximos 10 anos. Por isso, não é necessário sair correndo quando aparecerem os primeiros aparelhos compatíveis com a tecnologia digital. Até mesmo porque os apressadinhos deverão comprar os equipamentos mais caros, por se tratar de um produto novo, a exemplo do que acontece com celulares, câmeras digitais e computadores.

Além disso, o preço dos conversores de sinais digitais de TV para o sistema analógico dos televisores atuais ficará entre 100 e 200 reais.

Certamente o sistema digital irá proporcionar um salto de qualidade na vida dos cidadãos, já que direta e indiretamente haverá maior oferta de empregos e geração de renda, pena que o Governo esperou tanto para tomar a decisão, ou será que não foi por acaso?

Para os mais privilegiados, será possível ainda ter acesso ao conteúdo digital através dos carros e dos aparelhos celulares. Tudo isso com qualidade surpreendente.

É esperado que o nosso sistema seja ainda melhor que os dos japoneses, tornando-se o mais avançado dentre os existentes. É esperar para ver.

 

 

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