25/05/2007
Carreira: teoria x prática
Em diversas áreas profissionais há questionamentos sobre o que é mais importante para se chegar ao sucesso: teoria ou a prática? E quando falamos em Tecnologia da Informação (TI) há ainda mais dúvidas quanto a isso, pois vez ou outra vemos casos de sucesso de pessoas que não chegaram a se sentar em cadeiras universitárias.
O caso mais famoso é o de Bill Gates, que chegou a receber o título “honorário” da Universidade de Harvard após fazer fortuna com o desenvolvimento do sistema operacional mais popular do mundo, o Microsoft Windows.
Mas nem todo dia nasce um Gates. O mercado de TI, assim como outros também, tem se mostrado cada vez mais competitivo e exigente quanto à formação acadêmica, embora a prática profissional também seja levada em consideração.
Em artigo publicado recentemente no site
IDG Now!, especialistas em recrutamento dizem que, em alguns casos, a falta de um diploma pode até não ter tanta influência na hora da contratação, mas o salário nem sempre corresponde às expectativas. A recomendação é que se tenha, pelo menos, uma graduação. No caso de uma pós-graduação, o ideal é investir em um mestrado em administração de empresas (MBA).
O que também se torna imprescindível para quem quer alçar vôos mais altos é o estudo de uma língua estrangeira, preferencialmente o inglês. Neste caso, para os jovens que pensam em seguir carreira de TI, uma boa dica é o intercâmbio, normalmente viabilizado pelas escolas de línguas ou mesmo instituições internacionais, como o Rotary Club. Para quem não é mais assim tão jovem, a alternativa é iniciar um curso no Brasil o quanto antes e tentar conseguir um visto para aprimorar o idioma em algum país de língua inglesa.
Outra dica importante para quem já atua no mercado é o EAD - Ensino à Distância, para graduação, e o e-learning (ensino com o auxílio da tecnologia, baseado em Web), para pós-graduação. O problema destes cursos é a disciplina que o aluno deve ter. O fato de poder estudar no seu ritmo muitas vezes se torna uma barreira para se concluir os cursos. Também não adianta achar que porque já se está atuando no mercado se sabe tudo. É preciso ter humildade e mente aberta para adquirir novos conhecimentos. Ao contrário do que parece, os cursos técnicos e de graduação trazem conhecimentos teóricos muito importantes para prática, principalmente no âmbito do planejamento.
Para quem ainda não se convenceu sobre a importância da teoria despejada pelas faculdades, vale lembrar que o maior mecanismo de busca da atualidade, o Google, nasceu de um projeto de doutorado na Universidade de Stanford, nos EUA.
Embora ambos sejam bem-sucedidos, o surgimento de um novo Bill Gates é muito menos provável que o surgimento de um novo Sergey Brin ou Larry Page, co-fundadores do Google.
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18/05/2007
Memórias flash em alta
Você já ouviu falar em memória flash? Provavelmente não, mas já deve ter ouvido falar em pen drive, MP3 player, ou mesmo em MP4 player. Quando falamos destes aparelhinhos estamos falando em memórias flash.
Quem tem câmera fotográfica digital também utiliza este tipo de memória. Aquele chip utilizado para armazenar as fotos são memórias flash.
Outro aparelho que vem utilizando bastante este tipo de memória é o celular. Sinônimo de convergência, os aparelhos celulares vêm, cada vez mais, deixando de ser apenas telefones. Além dos recursos de telefonia, hoje também é possível ouvir músicas, ver vídeos, tirar fotos e navegar da Internet, e as memórias flash estão sendo utilizadas para armazenar as músicas, vídeos e fotos.
Como não podia ser diferente, devido à portabilidade, os notebooks têm sido os alvos principais dos fabricantes para aplicação de memórias flash. Dell e Sony já estão vendendo nos EUA e Japão, respectivamente, modelos de notebooks sem disco rígido. Além de melhor performance, eles estão visando tirar proveito, principalmente, do baixo consumo de energia. Hoje, em um notebook convencional, uma bateria de 6 células tem autonomia de aproximadamente 1 hora e 30 minutos. Esse tempo deve aumentar bem com a substituição.
Em termos mais técnicos, a memória flash é uma memória de computador do tipo EEPROM, ou seja, permite armazenar dados em suas células sem que eles se percam com a ausência de energia, assim como acontece com os HDs (discos rígidos), porém com algumas vantagens. Memórias flash são mais leves, mais resistentes, consomem menos energia e têm maior taxa de transferência de dados. Com relação ao consumo de energia, chega a utilizar apenas 5% do que é necessário para alimentar um HD.
Obviamente que nem tudo são flores. O alto preço deste tipo de memória é o principal motivo para que, só de uns tempos pra cá, estejamos tendo acesso à essa tecnologia.
A exemplo das memórias de acesso aleatório utilizadas nos computadores (memórias RAM), as memórias flash têm preço bastante elevado. Para se ter uma idéia, um pen drive de 4GB (giga bytes), sem recursos de áudio (MP3) ou vídeo (MP4), custa o equivalente a um HD de 80GB, cerca de R$ 220 reais.
Mesmo com preços relativamente altos, o mercado tem consumido bem os aparelhos e cartões que usam memórias flash, e com isso os valores tendem a cair. No Brasil, a valorização recente da moeda nacional perante a moeda norte-americana vai contribuir ainda mais para que isso aconteça.
Num passado recente, a mídia óptica (CDs e DVDs) substituiu com sucesso a mídia magnética (disquetes), porém, com baixo desempenho de leitura e gravação dos dados. O mesmo não acontece as memórias flash. Hoje, já bastante utilizadas em notebooks, até mesmo substituindo os HDs, as memórias flash devem chegar em breve em nossos desktops. É só questão de tempo.
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11/05/2007
Questão de privacidade
No último sábado, 5 de maio, a TV Globo exibiu um filme bastante interessante em sua programação noturna sobre a privacidade do cidadão norte-americano. E por também vivermos em uma democracia, acredito que o tema se aplica perfeitamente a nós brasileiros.
No filme, um advogado vivido pelo ator Will Smith recebe, sem saber, de um antigo amigo, um vídeo que mostra um assassinato de um congressista norte-americano. No momento seguinte, este amigo, que já estava sendo perseguido pelos assassinos, morre atropelado, sendo descoberto com ele um cartão do com o nome do advogado. Daí por diante uma trama é desenvolvida, onde agentes federais são levados a crer que estão passando por um treinamento, invadindo de todas as formas a privacidade daquele cidadão.
Ainda no filme, no panorama político, uma lei que daria ao governo maior liberdade no acesso a dados privativos dos cidadãos está em discussão.
O interessante do roteiro são os aparatos tecnológicos usados para rastrear os passos do advogado e de sua família. Escutas e micro-câmeras de vigilância são colocadas em toda parte, inclusive em seu vestuário, e até satélites são direcionados para o caso. Até Jack Bauer ficaria com inveja. :-)
Em nossa realidade talvez não estejamos muito longe disso. A cada dia vemos a Polícia Federal brasileira efetuar mais e mais prisões com vídeos e gravações telefônicas como prova. Quem não deve não teme, mas quem garante que minhas conversas telefônicas não estão sendo gravadas, e, por conseqüência, minha privacidade invadida?
Neste mundo cheio de novas tecnologias, certamente estamos mais vigiados do que podemos imaginar. Cada vez que usamos o cartão de crédito ou mesmo o aparelho celular, podem detectar onde supostamente estamos.
Nos grandes centros um dos maiores perigos atualmente chama-se Orkut. Inocentemente, usuários de todas as idades, principalmente jovens e adolescentes, enviam e recebem “scraps” relatando, precisamente, onde irão e o que estarão fazendo, dando brechas para assaltantes e seqüestradores. Já pensou se essa moda pega por aqui?
A questão da privacidade não é só com o Orkut. Qualquer site que tenha um formulário onde é possível submeter informações pessoais podem nos expor à pessoas desconhecidas. O que quase ninguém sabe é que todo site desse tipo deve ter uma “política de privacidade” à disposição dos seus usuário. Cuidado este geralmente ignorado por webmasters iniciantes ou aventureiros da profissão.
Mas o pior é que nós mesmos damos brecha para essa invasão de privacidade, instalando webcams, deixando recados públicos, e aceitando todo e qualquer contato no MSN. Tudo isso é muito bacana, mas, como tudo na vida, deve ser usado com consciência, responsabilidade e moderação.
DICA DA SEMANA: Não deixe seus “scraps” registrados no Orkut. Leia, responda, se preciso, e apague-os. Sua privacidade, assim como sua liberdade, é uma conquista que levou anos para ser conseguida.
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04/05/2007
MS dá pinta de que não quer mais perder terreno
Cada vez mais crescente no mundo, a comunidade que distribui softwares de códigos-fonte abertos (
opensource) ganharão um “concorrente” de peso, a Microsoft (MS). Não meus amigos, a empresa de Bill Gates ainda não resolveu abrir seus códigos para os desenvolvedores, mas resolveu competir diretamente no quesito preço.
Atualmente, vários órgãos governamentais já estão usando Linux no servidor, e até mesmo nas estações de trabalho. Para se ter uma idéia, todos os computadores do programa do governo federal, PC para todos, usam alguma distribuição do pinguim. Conseqüentemente, o pacote para escritório, que engloba editor de texto (Writer), planilha eletrônica (Calc) e gerador de apresentações (Impress), acaba sendo o BrOffice (antigo OpenOffice), o mesmo já utilizado nas instituições de ensino dos governos federal e estadual. Isto porque são ferramentas livres e gratuitas.
De olho nos projetos educacionais e em cerca de 1 bilhão de novos usuários que estarão tendo acesso aos computadores até 2015, a MS anunciou que no segundo semestre passará a vender uma versão popular do Windows XP por apenas U$ 3 dólares. Cada licença dará direito ao comprador de instalar a versão Star Edition do XP, mais a suite Office (Word, Excel, Power Point, Access, etc.) e alguns outros aplicativos educacionais, como o Microsoft Math e o Learning Essentials.
E as iniciativas da MS não param por aí. A subsidiária brasileira selecionou, entre 19 de abril e 1º de maio, 7.800 candidatos para um curso gratuito de formação .NET. Esta plataforma é concorre direta do Java, da Sun Microsystems, que já deu provas de que tende a ser o futuro da programação, uma vez que, além de ser multiplataforma (Windows ou Linux), permite ao programador desenvolver aplicações tanto para desktop como para Internet.
No segmento dos aplicativos online, liderados hoje pela Google, a MS também deu sinais de vida, indicando que anunciará novos produtos nos próximos 12 meses. Enquanto isso, a expectativa é com relação ao lançamento do Silverlight, que concorrerá com o Flash, da Adobe.
Por fim, de olho em um mercado emergente que interessam também à Google e Yahoo!, a MS adquiriu uma empresa européia chamada ScreenTonic, que atua no mercado de publicidade para telefones móveis.
Como o Windows continua sendo o mais amigável dos sistemas operacionais, a estratégia de vendê-lo baratinho em conjunto com a suite Office pode dar muito certo, principalmente se a compra puder ser feita também por usuários domésticos, uma vez que a maioria usa o computador em casa apenas para navegar na Web e fazer pequenos trabalhos. A plataforma .NET também é uma boa opção na programação Web orientada a objeto, e sempre haverá quem a utilize. Quanto às demais promessas, é esperar para ver.
DICA DA SEMANA: No site da BrOffice (
www.broffice.org) você pode baixar e instalar gratuitamente esta excelente suite para escritório, além de ter todas as informações do projeto.
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