30/05/2006
Banda larga
Comércio eletrônico, mail marketing e ligações telefônicas
mais baratas através de VoIP são algumas ferramentas destacadas
pelo mercado corporativo. Pequenas, médias e grandes empresas se utilizam
destas para se manterem competitivas no mundo globalizado. Mas antes de desfrutar
destes recursos é necessário estar conectado à web.
Atualmente a banda larga tem sido a meta de usuários domésticos
e empresariais para conexão à rede mundial de computadores, mas
qual é a melhor tecnologia? Provedor de acesso, velocidade de transmissão,
limite de tráfego, estabilidade de conexão... São tantas
variáveis que até nós, profissionais de TI, temos nossas
dúvidas na hora de fazer a escolha.
Nos EUA, dois terços da população já têm
acesso banda larga. São cerca de 95,5 milhões de pessoas conectadas
a uma velocidade média de 4,5Mbps (Megabits por segundo), de acordo com
uma pesquisa da Nielsen/NetRatings. No Brasil, apenas 1,9% da população
desfruta deste tipo e acesso. Temos apenas 3,46 milhões de conexões,
a uma velocidade média de 375Kbps (Kilobits por segundo), como mostra
uma pesquisa da Barômetro Cisco de Banda Larga.
Nas capitais, empresas e usuários domésticos podem desfrutar
de várias opções, como rádio, cabo, ADSL, satélite,
celular e wireless, mas no interior não temos este leque. Em nossa região,
por exemplo, temos a opção apenas do satélite, da ADSL
e do rádio. Mesmo assim tenho sabido que usuários domésticos
têm tido dificuldade em conseguir um ponto de acesso ADSL junto à
BrasilTelecom.
Na região montanhosa de Barra do Garças a conexão à
rádio encontra dificuldades, mas tem conseguido se manter como opção.
Já a via satélite se tornou muito onerosa, e tem atendido apenas
regiões mais inóspitas.
Pesquisa feita pelo Instituto Ipsos-Opinion em 2005 e divulgada pelo Comitê
Gestor da Internet no Brasil aponta que 57,95% das empresas utilizam a internet
por meio de conexão ADSL, a uma velocidade que pode variar de 150Kbps
a 2Mbps. Planos para usuários domésticos podem chegar à
8Mbps.
Embora outros fatores possam influenciar na escolha do tipo de conexão
e da velocidade de acesso, principalmente no ambiente corporativo, usuários
domésticos e empresas têm tomado decisões parecidas, optando
por conexões que variam entre 350Kbps e 550Kbps. Com esta velocidade
é possível ligar até cinco computadores em rede no horário
comercial sem muita perda na velocidade de acesso.
Para quem conseguir o ponto ADSL, vá em frente. Esta tecnologia tem
se mostrado bastante estável e oferecido um bom custo-benefício,
além de contar com parcerias com provedores que podem lhe dar o modem
gratuitamente na assinatura. A segunda opção fica mesmo para o
rádio, que embora seja menos estável e tenha menor velocidade
de acesso, tem valores bem acessíveis de assinatura.
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23/05/2006
Tecnologia confiável
Há mais de dois anos sou assinante de uma importante revista sobre tecnológica
que publicou, no início de maio, uma pesquisa sobre as marcas mais confiáveis
no mercado nacional.
Sem querer entrar no mérito da pesquisa inicialmente, gostaria de compartilhar
com os leitores desta coluna alguns resultados interessantes revelados por consumidores
e empresas que também contribuíram com a pesquisa.
Começando pelo hardware, diria que foi uma grata surpresa ver os consumidores
indicarem a Apple, tanto na linha desktop, em 2º (a Dell aparece em 1º),
como na linha notebook, em 1º. Além do belo design e confiança,
o Mac já aceita a instalação do Windows, o que deve impulsionar
as vendas no mercado corporativo. A maçã também é
líder entre os mp3 players, com o iPod.
Por dentro do PC, a Intel manda na categoria processadores, superando com sobra
a rival AMD. O resultado não gerou surpresa, assim como vários
outros itens, tais como a liderança da Asus entre as placas-mãe,
Samsung entre os monitores, HP entre as impressoras, SMS entre os estabilizadores
e no-breaks, Sony entre as câmeras digitais e Nokia entre os aparelhos
celulares. Estes fabricantes dominam o mercado, cada um em sua categoria, praticamente
desde sua existência.
Já falando em softwares, o destaque fica por conta da distribuição
linux Debian, que superou a praticidade do Windows a confiabilidade da Apple,
entre os sistemas operacionais. Nos aplicativos de internet, a surpresa foi
o Opera aparecer em 2º, entre Google (1º) e Skype (3º). O Mozilla
só aparece em 5º.
E por falar em Skype, este lidera a tecnologia VoIP na área de comunicação
por voz, com 0% de rejeição. A TIM e a Embratel são líderes
em telefonia móvel e fixa, respectivamente.
Os destaques da internet são a banda larga Virtua, que não atende
nossa região, o webmail Gmail, o e-commerce do Submarino e o portal UOL.
Os resultados apontados pelas empresas refletem uma ligeira diferença
sobre os apontados pelos consumidores, mas nada que desabone as marcas indicadas
por eles. Contudo, vale destacar algumas aplicações corporativas
como o banco de dados Oracle, a ferramenta de desenvolvimento Visual Studio,
o comunicador MSN, a suíte de escritório Office e o sistema operacional
Windows, todos da Microsoft, além das ferramentas gráficas da
Adobe/Macromedia que superaram a Corel após a fusão.
É válido lembrar que se trata de uma pesquisa, e não de
um teste de laboratório. Naturalmente os consumidores procuraram indicar
os fabricantes e/ou fornecedores de serviço que já conhecem ou
que estejam utilizando.
Ninguém quer estar usando um produto que não é “top”.
Do ponto de vista técnico não posso dizer que a AMD é superior
à Intel, mas em uma pesquisa pode ser que eu indique a AMD, pois é
o processador que utilizo a bastante tempo e se mostrou bastante confiável.
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16/05/2006
Uso do Internet Banking cresce 50% no Brasil
Em abril deste ano a comScore Networks publicou um estudo apontando um crescimento
de 27% no acesso ao Internet banking nos EUA. Já na última semana
foi a vez da da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciar
que no Brasil o aumento foi de 50% em 2005.
Na pesquisa realizada junto aos americanos, a oferta de serviços gratuitos
e o aumento na confiança no canal online para realização
de transações bancárias foram apontados como fatores importantes
na opção pelo uso da Internet.
Já no Brasil, o crescimento pode ser explicado pelo aumento de correspondentes
bancários, que representaram apenas 51% em relação à
2004. Contudo, não seria nada estranho se o fator “segurança”
também tivesse sido citado, já que Bradesco (1º), Bando do
Brasil (3º) e Itaú (4º) estão entre as quatro empresas
que mais investem em tecnologia no País. Junto a estas está a
Petrobrás (2º). É claro que este investimento não
é totalmente em segurança. O que os bancos querem mesmo é
vender seus produtos através da web, mas se eles não oferecerem
sistemas confiáveis, não haverá compradores.
No Banco do Brasil posso destacar o cadastramento de computadores como a principal
ferramenta no combate à fraudes bancárias. Hoje, para realização
das transações, é necessário que a máquina
do usuário seja identificada pelo correntista junto ao sistema do banco.
Este procedimento impede que qualquer outro usuário, mesmo de posse dos
dados de acesso do correntista, possa realizar movimentação financeira
de uma máquina não reconhecida pelo SisBB.
HSBC, Bradesco e Itaú utilizam um sistema de chaves numéricas
gerada por um pequeno chaveiro chamado token. Trata-se de um dispositivo de
autenticação forte, portátil e fácil de usar, que
fornece aos usuários uma senha única, segura e impossível
ser reutilizada por crackers. Quando o cliente do banco vai acessar sua conta,
digita o código que está vendo naquele instante. Imediatamente
um software confirma o número daquele token específico com o servidor.
Se o número é válido, o acesso é liberado. Um novo
código, gerado aleatoriamente, aparece na tela do token continuamente.
A implementação destes recursos não significa que os sistemas
anteriores eram, assim, tão vulneráveis. Vulneráveis mesmo
são os clientes, que desconhecendo as artimanhas dos crackers em persuadí-los,
informavam suas senhas indevidamente.
A intenção dos bancos é fornecer ferramentas que atendam
as necessidades destes clientes, que muitas vezes só lidam com computadores
por obrigação.
Já que ambiente web ainda é muito desconhecido pra muita gente,
mesmo para os mais jovens que passam horas na Internet, o jeito foi criar soluções
alternativas, que vêm demonstrando bastante eficiência.
DICA DA SEMANA: A Cartilha de Segurança para Internet
contém recomendações e dicas sobre como o usuário
deve se comportar para aumentar a sua segurança e se proteger de ameaças
virtuais. O endereço da Cartilha é http://cartilha.cert.br.
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09/05/2006
Desktop x Notebook
A baixa do dólar, que afeta negativamente alguns setores da economia,
como visto na última semana através de protestos na agroindústria,
fez com que alguns itens tecnológicos ficassem mais acessíveis
ao bolso da população.
Até mesmo as lojas de informática de nossa região têm
conseguido oferecer equipamentos a preços competitivos nacionalmente,
com a vantagem de prestar suporte técnico local.
Com valores abaixo de R$ 1.000 mil, os aparelhos celulares, câmeras digitais
e os DVDs players ainda são os itens mais procurados, porém os
valores nominais de mercado para computadores portáteis tem chamado a
atenção dos consumidores.
Favorecidos pelo câmbio e por incentivos fiscais, o sonho de muitos brasileiros
em possuir um notebook pode se tornar realidade por menos de R$ 3.000 mil. O
preço acessível deve proporcionar um crescimento das vendas de
computadores portáteis em torno de 50% este ano.
Mas quais são as vantagens de um notebook em relação a
um desktop?
Certamente a mobilidade é a maior delas, mas não podemos esquecer
outros fatores na hora de tomar a decisão em adquirir um portátil.
Designers gráficos, projetistas e publicitários, por exemplo,
necessitam muito mais que isso. Para estes profissionais a produtividade está
diretamente relacionada ao processamento, o que elevaria o valor de investimento
em pelo menos 100%. Notebooks com recursos de ponta podem chegar à R$
10.000,00 mil.
Já para o uso pessoal o conforto pode ser um fator decisivo. Com recursos
multimídia e telas widescreen, os equipamentos podem ser levados para
o quarto para assistir um DVD ou mesmo para ouvir músicas. Porém
é preciso observar que o valor de um desktop com a mesma configuração
(memória, disco rígido, processador e recursos multimídia)
de um notebook ainda é bem menor.
Os equipamentos abaixo de R$ 3.000 mil, que estão pipocando no mercado,
atendem um público que está comprando seu primeiro notebook e
não exige tanto desempenho, mas que buscam custo-benefício.
Ao escolher o modelo o usuário deve estar atento, principalmente, ao
peso e a duração da bateria. Existem ultraportáteis que,
além de serem finos e leves, possuem bateria de longa duração,
por possuírem processadores que consomem menos, como os da plataforma
Centrino, da Intel, e o Turion, da AMD. Especialistas também orientam
a dar preferência à baterias de íons de lítio (li-ion),
mais duradoura do que a de hidreto de níquel metálico (NiMh).
Por fim, como não poderia ser diferente, os consumidores devem estar
atentos à novas tecnologias que estão surgindo, como processadores
com dois núcleos, novos formatos de tela larga (wide), redes sem-fio
e segurança, além de procurar adquirir seu produto em uma empresa
sólida e que possa prover serviços de assistência e reposição
de peças.
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02/05/2006
Orkut. Amigo ou ameaça?
Criado em janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar os usuários da internet
a criar novas amizades e manter relacionamentos, e tendo como projetista chefe
o engenheiro turco da Google, Orkut Büyükkokten, que originou o nome
do sistema, o Orkut têm sido um dos principais assuntos do momento, já
que pessoas mal intencionadas têm utilizado do sigilo do site para cometer
crimes, marcar brigas e promover boatos, dentre outras coisas.
Dados estatísticas recentes indicam que o Orkut possui mais de dezessete
milhões de usuários cadastrados, sendo o Brasil o país
com o maior número de membros, superando inclusive os EUA. Aproximadamente
71,72% dos usuários do sistema, cerca de 12.000.000 de usuários,
são brasileiros. Contudo esses números não apresentam muita
exatidão, já que muitos membros criam mais de um perfil por usuário,
ou declaram residir em outros países.
A possibilidade de criar vários perfis, anonimamente, também
permite que os usuários, sem medo de serem descobertos, criem comunidades
racistas, neonazistas e pedófilas.
A justiça brasileira, através do Ministério Público
Federal e da SaferNet (http://www.denunciar.org.br), uma ONG que reune cientistas
da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em
Direito, têm cobrado dos representantes da Google no Brasil a quebra de
sigilo dos usuários destas comunidades, apesar da empresa não
demostrar muito apoio neste sentido.
Reportagens na última semana mostraram que uma briga de torcidas rivais,
em São Paulo, foi marcada através do Orkut. Também na última
semana recebi várias mensagens com um boato dizendo que o Orkut vai ser
pago. Recebo mensagens como esta sobre o MSN há mais de 2 anos e isto
nunca aconteceu. Precisamos parar de ser ingênuos. A Google não
têm interesse em fazer do Orkut um sistema pago. Ele é um sucesso
porque é gratuito.
Ao criar uma conta no Orkut o usuário pode registrar dados sociais,
como idade, gostos, livros preferidos, entre outras coisas; profissionais, onde
mostra a profissão da pessoa e informações sobre seus estudos;
e pessoais, onde sua função é a de atrair possíveis
namoros. Tem informações físicas e sobre o tipo de pessoa
que ela gostaria de namorar/casar. Além disso podem criar um álbum
de fotos, comunidades e mandar mensagens (scraps).
Precisamos ter mais atenção à nossas atitudes diante da
internet. No meu Orkut, minhas informações pessoais mais reservadas
só podem ser vistas por meus amigos, e sempre que recebo boatos, apago
na hora. Recomendo que façam o mesmo. Ainda não ouvi razões
que me convenceram e que justifiquem a quebra de sigilo dos usuários.
Por isso não creio que seja a melhor opção.
Abrindo um parênteses no assunto da segurança, um fato interessante
é que alguns estudiosos da “teoria dos seis graus de separação”
dizem que o Orkut serve apenas para isso que ela é verdadeira. A “teoria
dos seis graus de separação” diz que todas as pessoas no
mundo podem ser conectadas a qualquer outra por uma rede de no máximo
cinco intermediários.
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