Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Tech-no-logia

 

28/04/2007

 

Inclusão digital II

 

Em artigo anterior, publicado em agosto de 2006, descrevi várias ações que estavam sendo realizadas por governos, empresas e outras organizações no sentido de promover a inclusão digital, não só no Brasil como no mundo.

Notebooks de U$ 100 dólares estavam sendo projetados para serem vendidos no Brasil e noutros países, Internet por 1 euro estava sendo proposta na França, a Google estava testando mecanismos de busca para deficientes visuais e Barra do Garças ganhava telecentros. Este era o panorama da época que, por si só, não valem quase nada se não houver mão de obra qualificada para ensinar a quem precisa.

Estamos começando a mudar nossos valores, o que é muito importante. De uns tempos pra cá o ser humano tem passado a se valorizar mais. Até mesmo na administração capitalista os funcionários têm assumido cada vez mais a condição de colaboradores. Em várias empresas nos grandes centros, principalmente nas de tecnologia, valores familiares e de bem estar têm sido colocados em primeiro plano, e os resultados vêm em conseqüência disso. Mas não quero entrar no mérito da administração, então vamos voltar a falar da inclusão digital.

Esta semana, no Congresso Nacional, vários assuntos ligados à Educação foram discutidos. Dentre eles está um projeto do deputado Fábio Souto (DEM-BA), que torna a informática disciplina obrigatória na parte diversificada dos currículos do ensino médio, reconhecendo sua importância.

Em Barra do Garças, a unidade do Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Ceprotec) está dando início à um projeto de integração que, juntamente com a Escola Estadual Heronides Araújo, deve formar técnicos em informática nos próximos anos. O ensino será integrado ao nível médio, acrescido de mais um ano com apenas disciplinas técnicas, a exemplo das Escolas Técnicas Federais (ETFs) e Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets).

Num outro panorama, vi há alguns dias atrás, num programa de TV, um trabalho sendo feito no sentido de proporcionar a capacitação de jovens e crianças. Infelizmente não tive o cuidado de tomar nota do nome projeto ou mesmo do seu idealizador, mas me lembro de uma frase dita por ele que me marcou muito: a inclusão digital não é só disponibilizar computadores para sociedade, mas proporcionar a ela a oportunidade de aprender a lidar essas máquinas. Não exatamente com essas palavras, mas sim neste contexto, o argumento me fez ter ainda mais vontade de transmitir o conhecimento que venho obtendo ao longo dos últimos anos.

A oportunidade surgiu essa semana, quando fui convidado para integrar o quadro de docentes da Unidade Barra do Garças do Ceprotec. Me contentei pela oportunidade de poder disseminar o conhecimento. Já nos primeiros dias vi a necessidade que nossa sociedade tem de ser incluída digitalmente. As turmas contemplam a diversidade, principalmente, em capacidade de absorver o conhecimento a ser transmitido, e é aí que está o desafio de todos nós profissionais e educadores da tecnologia da informação em promover a verdadeira inclusão digital.

 

 

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20/04/2007

 

Eles querem o seu dinheiro

 

Como prometido, sempre que possível, ou que necessário, falarei um pouco mais sobre segurança na Internet. Desta vez o tema é cavalos-de-tróia, também conhecidos como trojans, que estão tendo como alvo principal o bolso dos usuários.

Com nome e comportamento alusivo à lenda, os cavalos-de-tróia são pequenos programas que têm o objetivo de liberar “portas” no PC para que o invasor possa proceder seu ataque.

Uma análise da PandaLabs, publicada recentemente, apontou que 53,6% dos programas maliciosos surgidos em 2006 eram do tipo cavalo-de-tróia, sendo que 20% do total tinham claro objetivo de roubar dados de acesso bancário das vítimas.

Isto não seria tão alarmante se o uso do Internet Banking não estivesse tão crescente. Os bancos, hoje em dia, praticamente obrigam seus correntistas a fazerem o uso das ferramentas online. Comodidade? Acesso ilimitado? Menos burocracia? Claro. E a segurança? Também. Mas, por mais que o pessoal de TI dos bancos busquem alternativas para driblar os ataques, os crackers sempre arrumam um jeitinho de obter os dados de acesso às contas. E olha que dentre as 4 empresas que mais investem em tecnologia, 3 são instituições financeiras.

Para se ter uma idéia da ousadia da turma do crime digital, tem uma destas pragas virtuais que, ao roubar senhas bancárias e de cartões de crédito, os envia para um site na Rússia que mantém um serviço de venda dos dados.

Bom, o que disse até aqui foi mesmo para criar um certo terrorismo, pois a preocupação com os phishing scam e trojans deve mesmo ser grande. No entanto, meu papel como profissional da Web, é propor soluções e tentar tranquilizá-los um pouco.

Face a estas ameaças, que somos obrigados a co-existir, há pequenos, mas importantes cuidados que, se tomados na devida precaução, podem evitar muitas dores de cabeça.

A primeira delas é manter um bom anti-vírus atualizado. Neste quesito a recomendação é o AVG e o Avast Antivírus. Ambos possuem versões gratuitas para usuários domésticos e têm boas ferramentas de detecção de pragas. Contudo, vale lembrar que as ferramentas de detecção e remoção de vírus das versões pagas são melhores que da gratuita. No caso da AVG, o pacote com anti-vírus, anti-spam, anti-spyware e firewall sai por R$ 119 reais por ano.

A segunda precaução é aprender a lidar com o firewall. Este aplicativo bloqueia as tentativas de ataque ao seu computador, alertando o usuário de qualquer ação hostil, dando-lhe a opção de permitir ou não que o processo se complete.

A terceira dica talvez seja a mais importante, pois se trata da atenção do usuário. Evite clicar em links que chegam em e-mails e mensageiros instantâneos, como MSN, mesmo que venham de amigos. Existem hoje mais de 1,2 milhão de micros zumbis utilizados para propagação de vírus e envio de spam. Portanto, mesmo as mensagens provenientes de amigos, podem não estar sendo enviadas por ele mesmo. Na hora de comprar online dê preferência às lojas conhecidas. E na hora de usar o Internet Banking, entre em contato com seu banco caso veja qualquer mudança na tela de autenticação, pois seu micro pode ter sido invadido por crackers em busca de suas senhas de acesso.

Faça isso e tenha uma boa navegação.

 

 

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12/04/2007

 

Cada um na sua

 

Segundo a enciclopédia livre Wikipédia, informática, palavra que vem da junção de INFORMAÇÃO+AUTOMÁTICA, é o conjunto das Ciências da Informação, sendo o termo habitualmente usado para referir, especificamente, o processo de tratamento automático da informação por meio de máquinas eletrônicas (computadores). No entanto, o que se vê é a rotulação de vários empreendimentos que envolvem os computadores como sendo da informática, como lojas, assistências técnicas ou mesmo as LAN houses.

Eu não diria que estaria totalmente incorreto, pois se trata realmente de um ramo bastante amplo. Contudo, é preciso separar o joio do trigo. A lojas que vendem máquinas eletrônicas, periféricos e suprimentos, por exemplo, podem até estarem informatizadas, porém, a maioria delas não trabalham com a Ciência da Informação, e sim, fazem uso dela.

Devido à minha formação de auxiliar técnico em eletrônica, já tive a oportunidade de trabalhar com manutenção de computadores, equipamentos hospitalares, e tive ainda uma boa experiência na área gráfica também, mas como a eletrônica é área meio, e não área fim, o conhecimento que obtive me permitiu que, em determinado momento, me definisse por trabalhar com o desenvolvimento de sistemas.

Hoje em dia, também tecnólogo em sistemas da informação, utilizo de todo estudo e experiência adquiridos para me auxiliarem na produção de soluções de sistemas web e websites, mas nos últimos tempos tenho me deparado com uma incômoda situação junto à alguns clientes, e colegas também. É que estão me solicitando serviços que, embora eu até tenha conhecimento para fazê-los, não é meu ramo de atuação. A indisposição acontece quando digo que não irei realizar o serviço, por se tratar de uma área diferente da minha, e recomendo um especialista. As pessoas não estão preparadas para uma atitude mais profissional.

Acredito que a dedicação e a busca pelo aperfeiçoamento faz o bom profissional, e não é o que vejo na maioria das vezes. Vez ou outra ouço, ou vejo, que técnicos e designers estão “desenvolvendo” sistemas, ou mesmo que programadores estão “consertando” máquinas. Nada contra o estudo da função, mas vender o serviço como um profissional da área é, no mínimo, inadequado. Já é difícil encontrarmos bons técnicos, designers ou programadores, e quando essa troca de funções acontece, a credibilidade do profissional passa a ser ainda mais questionada no mercado, uma vez que não há um órgão responsável por dizer quem pode ou não atuar em tal segmento, como acontece com a engenharia, advocacia ou medicina. É como se um médico ginecologista fosse tratar de um paciente com problemas urológicos. Ele pode até resolver o problema paliativamente, mas se não for encaminhado para o especialista, o paciente poderá sofrer graves conseqüências.

Também ouço sempre colegas dizendo que a solução imediata de muitos técnicos quando há problemas com vírus no PC é a formatação do HD (Hard Disc, do português disco rígido). Afinal, este técnico é um profissional ou não? Porque não consegue eliminar o vírus? E o que dizer de uma pessoa que se diz programador e não tem o mínimo conhecimento sobre engenharia de software, ou quase nada sobre banco de dados?

Ninguém nasce sabendo, é óbvio. Além disso, estamos em processo constante de aprendizagem, e por isso o importante é a incessante busca pelo conhecimento e pelo aperfeiçoamento. Mas não devemos nos esquecer de que cada um na sua, não é mesmo?

 

 

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