Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

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Tech-no-logia

 

25/04/2006

 

Shareware, Freeware, Trial, Beta e outras formas de distribuição

 

Quase nunca é possível falar sobre tecnologia sem utilizar termos em língua estrangeira, mais especificamente, o inglês. Quando mais vamos nos aprofundando e nos envolvendo, mais é necessário o domínio desta língua. Quando falamos em linguagem de programação (Pascal, Visual Basic, C++, PHP) então, esta necessidade é ainda maior, já que todas elas são construídas utilizando termos ingleses.

Sempre intitulados em inglês, as formas de distribuição dos softwares servem para definir também como podemos utilizá-los. Se livremente sem restrições, se temos que pagar, ou mesmo se o programa irá apresentar propaganda durante sua utilização. Neste artigo vou explicar o que quer dizer cada umas das nomenclaturas mais utilizadas.

Freeware: são os softwares gratuitos, podendo ser utilizados livremente. Muitas vezes alguns softwares são gratuitos apenas para pessoa física, havendo uma versão shareware para pessoa jurídica.

Shareware: são softwares que devem ser comprados para utilização. Normalmente pode-se fazer o download, utilizá-lo por um determinado período de tempo e então decidir se realmente quer comprá-lo.

Demo e Trial: mais aplicado a jogos, o Demo é geralmente uma versão mais curta de um programa, uma demonstração contendo apenas um pedaço deste para que você instale-o e veja se gosta. Caso goste, é preciso comprar o software. Os Trials, termo mais aplicado à programas, funcionam quase da mesma maneira, e geralmente não salvam nem exportam os trabalhos realizados.

Beta: são versões ainda em desenvolvimento, tanto de freewares como de sharewares.

Adware: são programas suportados por anúncios, assim como os sites na internet. São gratuitos enquanto o anúncio estiver rodando, mas, no caso de um software, há a possibilidade de adquirir um registro e retirar o sistema de anúncios.

Opensource, GPL e GNU: é um tipo de distribuição no qual o programa é um freeware e o seu código-fonte (linguagem de programação) também é disponível para download. Desenvolvedores poderão utilizar este código, readaptando-o de acordo com suas necessidades, mas só poderá ser distribuí-lo nos mesmos padrões.

Existem ainda outros tipos de distribuição, como o Bookware, que consiste em comprar um determinado livro do autor para que o software se torne legítimo. Alguns desenvolvedores, para ampliar suas coleções pessoais ou hobbies, desenvolveram o Postcardware e o Stampware, onde você envia um cartão postal para ele ou apenas uma carta normal e o software será registrado.

DICA DA SEMANA: alguns sites são bastante utilizados para baixar programas que são distribuídos conforme as licenças explicadas neste artigo. Embora o Grátis (www.gratis.com.br) e o NetDowndoads (www.netdownloads.com.br) sejam muito bons, minha preferência é o Superdownloads (www.superdownloads.com.br). Fique à vontade para fazer sua escolha.

 

 

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18/04/2006

 

Os japoneses estão chegando

 

O debate sobre o padrão da TV digital a ser adotado no Brasil é muito polêmico e envolve, além de interesses plurais, um lobby internacional muito forte, já que o padrão brasileiro deverá ser seguido pela maioria dos países sul-americanos, inclusive pela Argentina que já possui um acordo para utilizar o padrão tupiniquim. O maior receio está em repetir o fiasco da escolha do padrão PAL-M, quando da convergência para TV colorida.

Para criação do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), um dos três padrões: norte-americano (ATSC), europeu (DVB) ou japonês (ISDB) irá ser adotado como referência.

O padrão norte-americano, ATSC (Advanced Television Systems Committee), é adotado nos Estados Unidos, Canadá, México e Coréia do Sul, produz imagens no formato 16:9 (wide screen), permite transmitir até seis canais virtuais em definição padrão e oferece qualidade de som similar à dos home theaters, por meio do sistema Dolby Digital, que utiliza seis canais de áudio. É considerado o mais robusto, ideal para transmissão em alta-definição, mas é o menos desenvolvido no quesito mobilidade.

O europeu, DVB (Digital Video Broadcasting), é adotado pelo Reino Unido e também foi abraçado por Índia, Austrália e Nova Zelândia. Possui padrões para transmissão terrestre (DVB-T), por cabo (DVB-C) e satélite (DVB-S). É conhecido por ser mais versátil, facilitando a transmissão de múltiplos canais virtuais na mesma freqüência.

O padrão japonês, ISDB (Integrated Service Digital Broadcasting), entrou em operação em 2003 na região de Tóquio, no Japão. É considerado o mais apto para atender os padrões de mobilidade exigidos pelo governo para a TV digital brasileira.

Em suma, com a implementação do novo sistema, quem tiver o aparelho adequado ou utilizar um conversor junto ao seu aparelho analógico poderá desfrutar de uma melhor qualidade de som e imagem, maior programação e, principalmente, interatividade. Opções de comércio eletrônico, ou mesmo a declaração do imposto de renda estarão disponíveis na tela da TV.

Outro fator que interessa muito as emissoras de TV é a mobilidade. A transmissão digital permitirá acesso à programação através de terminais móveis, como celulares e iPods.

Além disso, esta tecnologia que representa um novo universo de conteúdo, está sendo vista como um meio de promover a inclusão digital, já que a maioria dos lares brasileiros possuem televisão.

A decisão, que deveria ser anunciada ainda em janeiro, parece estar perto de ser tomada. Na última semana, após reuniões com representantes japoneses, foi assinado um memorando de entendimento com as autoridades nipônicas. Embora o documento não contenha nenhum comprometimento, representa um passo a diante na adoção do modelo “nipo-brasileiro”, embora os europeus ainda devam fazer uma última tentativa.

 

 

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04/04/2006

 

Software livre

 

Esta semana estarei em São Paulo participando de alguns eventos e congressos acerca de software livre, e espero poder trazer algumas informações importantes para compartilhar com os leitores dos meus artigos. Mas, afinal, o que é software livre?

Uma definição mais simples pode ser assim: software livre são programas de livre utilização, normalmente distribuídos em combinação com licenças típicas, garantindo a autoria do programador. Contudo, algumas características são fundamentais para que um programa seja considerado um software livre. Na verdade são quatro tipos de liberdade definidas pela Free Software Fundation:
  1. A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)
  2. A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
  3. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).
  4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.


Observe que em nenhum momento foi falado sobre custos ou preços, pois, normalmente os softwares livres têm distribuição a custo zero. Mas isso não é regra. O fato de se cobrar pela distribuição ou licença de uso não descaracteriza um programa de ser ou não um software livre.

Sobre este tema também é importante falar sobre o movimento software livre que teve início nos anos 70, quando os desenvolvedores de software compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios do software livre. Em 1983, Richard Stallman iniciou o projeto GNU, e em outubro de 1985 fundou a Free Software Foundation (FSF). Stallman introduziu os conceitos de "software livre" e "copyleft", os quais foram especificamente desenvolvidos para dar liberdade aos usuários e restringir as possibilidades de "propriedade".

Voltando aos dias atuais, no final da última semana, a unidade do Ceprotec de Barra do Garças (MT), ao divulgar a abertura de vagas em novas turmas de informática básica, informou que as aulas ministradas em programas de escritório serão feitas utilizando o OpenOffice, e não mais o Microsoft Office.

Atualmente várias empresas de médio e grande porte estão preferindo migrar seus aplicativos para softwares livres. O Linux e o Openoffice apenas encabeçam a lista dos mais usados. Fique atento para não ficar fora desta onda.

DICAS DA SEMANA: Sem entrar em detalhes quero reforçar a dica dada há algumas semanas atrás: OpenOffice (http://www.openoffice.org.br) – pacote de aplicativos para escritório. No entanto, não poderia deixar de mencionar o site http://www.estudiolivre.org. Neste site há várias dicas de aplicativos gráficos de imagens e vetoriais, bem como aplicativos de áudio e vídeo.

 

 

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