25/04/2006
Shareware, Freeware, Trial, Beta e outras formas de distribuição
Quase nunca é possível falar sobre tecnologia sem utilizar termos
em língua estrangeira, mais especificamente, o inglês. Quando mais
vamos nos aprofundando e nos envolvendo, mais é necessário o domínio
desta língua. Quando falamos em linguagem de programação
(Pascal, Visual Basic, C++, PHP) então, esta necessidade é ainda
maior, já que todas elas são construídas utilizando termos
ingleses.
Sempre intitulados em inglês, as formas de distribuição
dos softwares servem para definir também como podemos utilizá-los.
Se livremente sem restrições, se temos que pagar, ou mesmo se
o programa irá apresentar propaganda durante sua utilização.
Neste artigo vou explicar o que quer dizer cada umas das nomenclaturas mais
utilizadas.
Freeware: são os softwares gratuitos, podendo ser utilizados
livremente. Muitas vezes alguns softwares são gratuitos apenas para pessoa
física, havendo uma versão shareware para pessoa jurídica.
Shareware: são softwares que devem ser comprados para
utilização. Normalmente pode-se fazer o download, utilizá-lo
por um determinado período de tempo e então decidir se realmente
quer comprá-lo.
Demo e Trial: mais aplicado a jogos, o Demo é geralmente
uma versão mais curta de um programa, uma demonstração
contendo apenas um pedaço deste para que você instale-o e veja
se gosta. Caso goste, é preciso comprar o software. Os Trials, termo
mais aplicado à programas, funcionam quase da mesma maneira, e geralmente
não salvam nem exportam os trabalhos realizados.
Beta: são versões ainda em desenvolvimento,
tanto de freewares como de sharewares.
Adware: são programas suportados por anúncios,
assim como os sites na internet. São gratuitos enquanto o anúncio
estiver rodando, mas, no caso de um software, há a possibilidade de adquirir
um registro e retirar o sistema de anúncios.
Opensource, GPL e GNU: é um tipo de distribuição
no qual o programa é um freeware e o seu código-fonte (linguagem
de programação) também é disponível para
download. Desenvolvedores poderão utilizar este código, readaptando-o
de acordo com suas necessidades, mas só poderá ser distribuí-lo
nos mesmos padrões.
Existem ainda outros tipos de distribuição, como o Bookware,
que consiste em comprar um determinado livro do autor para que o software se
torne legítimo. Alguns desenvolvedores, para ampliar suas coleções
pessoais ou hobbies, desenvolveram o Postcardware e o Stampware, onde você
envia um cartão postal para ele ou apenas uma carta normal e o software
será registrado.
DICA DA SEMANA: alguns sites são bastante utilizados
para baixar programas que são distribuídos conforme as licenças
explicadas neste artigo. Embora o Grátis (www.gratis.com.br) e o NetDowndoads
(www.netdownloads.com.br) sejam muito bons, minha preferência é
o Superdownloads (www.superdownloads.com.br). Fique à vontade para fazer
sua escolha.
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18/04/2006
Os japoneses estão chegando
O debate sobre o padrão da TV digital a ser adotado no Brasil é
muito polêmico e envolve, além de interesses plurais, um lobby
internacional muito forte, já que o padrão brasileiro deverá
ser seguido pela maioria dos países sul-americanos, inclusive pela Argentina
que já possui um acordo para utilizar o padrão tupiniquim. O maior
receio está em repetir o fiasco da escolha do padrão PAL-M, quando
da convergência para TV colorida.
Para criação do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), um
dos três padrões: norte-americano (ATSC), europeu (DVB) ou japonês
(ISDB) irá ser adotado como referência.
O padrão norte-americano, ATSC (Advanced Television Systems Committee),
é adotado nos Estados Unidos, Canadá, México e Coréia
do Sul, produz imagens no formato 16:9 (wide screen), permite transmitir até
seis canais virtuais em definição padrão e oferece qualidade
de som similar à dos home theaters, por meio do sistema Dolby Digital,
que utiliza seis canais de áudio. É considerado o mais robusto,
ideal para transmissão em alta-definição, mas é
o menos desenvolvido no quesito mobilidade.
O europeu, DVB (Digital Video Broadcasting), é adotado pelo Reino Unido
e também foi abraçado por Índia, Austrália e Nova
Zelândia. Possui padrões para transmissão terrestre (DVB-T),
por cabo (DVB-C) e satélite (DVB-S). É conhecido por ser mais
versátil, facilitando a transmissão de múltiplos canais
virtuais na mesma freqüência.
O padrão japonês, ISDB (Integrated Service Digital Broadcasting),
entrou em operação em 2003 na região de Tóquio,
no Japão. É considerado o mais apto para atender os padrões
de mobilidade exigidos pelo governo para a TV digital brasileira.
Em suma, com a implementação do novo sistema, quem tiver o aparelho
adequado ou utilizar um conversor junto ao seu aparelho analógico poderá
desfrutar de uma melhor qualidade de som e imagem, maior programação
e, principalmente, interatividade. Opções de comércio eletrônico,
ou mesmo a declaração do imposto de renda estarão disponíveis
na tela da TV.
Outro fator que interessa muito as emissoras de TV é a mobilidade. A
transmissão digital permitirá acesso à programação
através de terminais móveis, como celulares e iPods.
Além disso, esta tecnologia que representa um novo universo de conteúdo,
está sendo vista como um meio de promover a inclusão digital,
já que a maioria dos lares brasileiros possuem televisão.
A decisão, que deveria ser anunciada ainda em janeiro, parece estar
perto de ser tomada. Na última semana, após reuniões com
representantes japoneses, foi assinado um memorando de entendimento com as autoridades
nipônicas. Embora o documento não contenha nenhum comprometimento,
representa um passo a diante na adoção do modelo “nipo-brasileiro”,
embora os europeus ainda devam fazer uma última tentativa.
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04/04/2006
Software livre
Esta semana estarei em São Paulo participando de alguns eventos e congressos
acerca de software livre, e espero poder trazer algumas informações
importantes para compartilhar com os leitores dos meus artigos. Mas, afinal,
o que é software livre?
Uma definição mais simples pode ser assim: software livre são
programas de livre utilização, normalmente distribuídos
em combinação com licenças típicas, garantindo a
autoria do programador. Contudo, algumas características são fundamentais
para que um programa seja considerado um software livre. Na verdade são
quatro tipos de liberdade definidas pela Free Software Fundation:
- A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade
nº 0)
- A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para
as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte
é um pré-requisito para esta liberdade.
- A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar
ao seu próximo (liberdade nº 2).
- A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos,
de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao
código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Observe que em nenhum momento foi falado sobre custos ou preços, pois,
normalmente os softwares livres têm distribuição a custo
zero. Mas isso não é regra. O fato de se cobrar pela distribuição
ou licença de uso não descaracteriza um programa de ser ou não
um software livre.
Sobre este tema também é importante falar sobre o movimento software
livre que teve início nos anos 70, quando os desenvolvedores de software
compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios do
software livre. Em 1983, Richard Stallman iniciou o projeto GNU, e em outubro
de 1985 fundou a Free Software Foundation (FSF). Stallman introduziu os conceitos
de "software livre" e "copyleft", os quais foram especificamente
desenvolvidos para dar liberdade aos usuários e restringir as possibilidades
de "propriedade".
Voltando aos dias atuais, no final da última semana, a unidade do Ceprotec
de Barra do Garças (MT), ao divulgar a abertura de vagas em novas turmas
de informática básica, informou que as aulas ministradas em programas
de escritório serão feitas utilizando o OpenOffice, e não
mais o Microsoft Office.
Atualmente várias empresas de médio e grande porte estão
preferindo migrar seus aplicativos para softwares livres. O Linux e o Openoffice
apenas encabeçam a lista dos mais usados. Fique atento para não
ficar fora desta onda.
DICAS DA SEMANA: Sem entrar em detalhes quero reforçar
a dica dada há algumas semanas atrás: OpenOffice (http://www.openoffice.org.br)
– pacote de aplicativos para escritório. No entanto, não
poderia deixar de mencionar o site http://www.estudiolivre.org. Neste site há
várias dicas de aplicativos gráficos de imagens e vetoriais, bem
como aplicativos de áudio e vídeo.
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