Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Tech-no-logia

 

29/03/2007

 

Números que movimentam a Internet

 

Na última sexta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa realizada em parceria com Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostrando alguns números da Internet brasileira em 2005. Números deveras atrasado, mas bem significativos, pois apontaram que 21% (32,1 milhões) da população, com 10 anos ou mais de idade, já acessaram pelo menos uma vez a Internet em algum local, seja domicílio próprio ou de outras pessoas, trabalho, estabelecimento de ensino, centro público de acesso gratuito ou pago, ou qualquer outro local.

A pesquisa também mostrou que o rendimento, o nível de instrução e a idade apresentam reflexos evidentes neste acesso. Do total (32,1 milhões), a maior parte era de homens (16,2 milhões), tinha entre 30 a 39 anos (5,8 milhões), maioria estudantes (13,9 milhões), integravam a população ocupada (20 milhões) e eram trabalhadores de serviços administrativos (4,2 milhões).

Alguns dados confirmam que o acesso à Internet, embora já mais popularizado hoje que em 2005, ainda é bem elitizado. O perfil do usuário, ainda jovem, com cerca de 28,1 anos, apresenta uma média de estudo que chega à quase 11 anos entre os que têm acesso à Internet, além de possuírem renda mensal em torno de R$ 1.000 reais per capita. O outro lado da moeda, os desplugados da rede, apresenta apenas 5,6 anos de estudo em média e R$ 333 reais de renda per capita. Isto talvez explica porque 50% dos acessos foram dos próprios domicílios.

Como disse anteriormente, não podemos tapar os olhos a estes números, mas há 1 ano atrás a estrutura nos domicílios e empresas era outra, sem falar nos locais de acesso público, cada vez mais acessíveis, tanto em preço como em quantidade.

A pesquisa apontou que não ter acesso a um microcomputador foi a principal razão para não se utilizar a Internet, mas em 2006 este número cresceu muito, em razão da valorização da moeda nacional perante o dólar. Para se ter uma idéia, só a venda de notebooks cresceu 100% no ano passado.

Em pesquisa mais recente divulgada nesta quarta-feira, 28, agora pelo Ibope/NetRatings, os números mostram que há 1,5 milhão de crianças, de 2 a 11 anos, navegando na web. Isto sim é preocupante, pois como pais que não acessam a rede vão orientar seus filhos? Como mostrou a pesquisa do IBGE/CGI.br, muitos adultos, com média de idade de 37,5, nunca nem mesmo acessaram a rede, e a nova geração não tem medo de computador.

Tenho uma filha de 9 anos que tem e-mail, conta do MSN, perfil no Orkut, vive batendo papo na rede, trocando arquivos, e chega a trocar a TV para ficar no PC ouvindo música, vendo filmes e buscando fotos de seus ídolos, dentre outras coisas.

Se para nós já é complicado lidar com as ameaças virtuais, quem dirá para elas. Eu até tenho como orientar minha filha a driblar certas barreiras e ataques, mas a decisão entre o “yes” e o “no” com uma mensagem em inglês que aparece na tela quando um programa espião tenta invadir o PC é dela, pois é ela que está à frente do monitor, não eu.

É preciso termos cuidado com nossas crianças, pois há de tudo na rede. Há coisas boas sim, mas também tem muito conteúdo pornográfico e malicioso.

 

 

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22/03/2007

 

Para ficar bem informado

 

Com a popularização da Internet, algumas pessoas vêm se perguntando se outras mídias como jornais, rádios, ou mesmo a TV, se extinguirão com o tempo. Sobre esta dúvida posso afirmar que a resposta é não. Assim como em tempos atrás, quando o surgimento da rádio e, posteriormente, da TV, não extinguiram a mídia impressa, isso não vai acontecer agora. A Internet não veio tomar lugar nem da revista, nem do jornal, e muito menos das rádios e TVs, mas sim para somar com todas elas, oferecendo mais um veículo de comunicação a ser utilizado pela população.

Contudo, a mídia do novo milênio tem a vantagem de deixar tudo mais acessível aos seus usuários, pois como as informações ficam armazenadas em banco de dados, notícias, fotos, músicas e até vídeos passaram a estar ao alcance dos dedos.

Mesmo com todo este conteúdo armazenado, muitas vezes precisamos saber de fatos atuais, que acontecem a cada momento, e neste quesito a Web tem se mostrado muito eficaz. Por isso, vários jornais do Brasil e do mundo também buscam manter seu conteúdo online, inclusive antecipando o que será impresso na edição do dia seguinte.

Com os diversos sites de notícias existentes hoje, e com vários publicando a mesma informação, fica a dúvida de qual é o melhor.

Certamente os grandes portais como UOL, Terra, G1 e Último Segundo, dentre outros, merecem destaque, mas hoje a melhor opção é fazer uso de “feeds RSS”, que reúnem vários canais num só lugar, com a vantagem de poder ser personalizado.

Os “feeds” são listas geradas no padrão XML (eXtensible Marckup Language) que os principais sites de notícias disponibilizam para seus leitores, sendo que a principal vantagem do usuário é ficar por dentro do seu assunto preferido em tempo real, sem precisar acessar nenhum site, a não ser quando decidir ler a informação na íntegra.

Atualmente existem três formas de acessar as listas de notícias: pelos navegadores, pela Web ou por um software agregador avulso. Pelos navegadores, os três mais populares (Internet Explorer, Firefox e Opera) são compatíveis com “feeds RSS”, porém o primeiro somente na versão 7.0. Se preferir acessar pela Web a dica é o Google News, mas também tem outros muito bons, como o Netvibes e o Yahoo! Notícias. Já falando em agregadores avulsos, a melhor opção gratuita, segundo pesquisas, é o Great News. Mas se puder gastar um pouquinho pode ter o consagrado Newscrawler 1, por U$ 24,95 dólares.

As três opções são muito boas, mas ainda acho mais conveniente usar os “feeds” direto pelo Firefox.

Outra dica é o canal de notícias do AraguaiaNet, site que gerencio. O Araguaia News, que foi remodelado recentemente, ganhou endereço próprio (www.araguaianews.com.br), estatísticas de acesso às notícias e... “feeds RSS”. Através da lista o usuário poderá ficar atualizado em tempo real com as notícias do Araguaia, inclusive as publicadas nas edições do jornal O Repórter do Vale.

 

 

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16/03/2007

 

Mais um pouco sobre telefonia

 

Na última semana, ao falar sobre telefonia, senti que dei pouca ênfase em VoIP, tecnologia que usa a Internet como meio de comunicação, e em telefonia móvel, que está cada vez mais convergente. Isso aconteceu porque era realmente importante falar sobre a mudança dos pulsos para minutos na telefonia fixa, mas vou tentar corrigir um pouco isso.

Sobre os celulares é importante destacar alguns dados que vi recentemente. Das operadoras que atendem nossa região, somente a Vivo perdeu em números de assinantes. Teve uma queda bem acentuada, de 34,5% para 29,1%. A TIM, que segue em seu encalço, está cada vez mais perto da liderança. A diferença agora é de menos de 5 pontos percentuais. A TIM chegou a 25,4%, contra os antigos 23,4%. A Claro, com 23,9%, segue de perto as líderes, enquanto a Brasil Telecom (BrT) GSM, bem mais abaixo, detém apenas 3,4% de participação no mercado.

Os números publicados são nacionais, e embora não reflitam a realidade local, dá para ter uma idéia da tendência de mercado. Mas espera-se que a Vivo volte a crescer com a oferta da tecnologia GSM em seus aparelhos, lançada em janeiro. É esperar para ver.

Principalmente em Barra do Garças, a Vivo tem deixado muito a desejar em períodos de festas, como na Temporada de Praia, Motorcycle e Expoleste. É só ter mais alguns aparelhos na área que o sistema deles começa a apresentar problemas. O pior é que, provavelmente, este ano ainda deve ser assim.

Outra notícia importante que recebemos foi a de que teremos enfim a portabilidade numérica. Com as regras aprovadas pela Anatel e publicadas no Diário Oficial, as teles terão 18 meses para implementação das medidas.

Além de mais liberdade, pois poderemos trocar de operadoras sem necessidade de trocar de número, a medida deve fazer com que a qualidade do serviço de telefonia melhore, pois hoje a mudança de número é um dos fatores que leva muita gente a permanecer nesta ou naquela operadora.

Já falando sobre VoIP, não vejo a hora da GVT ampliar suas instalações em Mato Grosso e Goiás. E o que a GVT tem a ver com VoIP? É que a Vono, da GVT, tem apresentado as melhores tarifas para ligações locais e DDD e só perde em DDI para o Skype. A ligação de um Vono para um número GVT pode chegar a R$ 0,06 centavos o minuto, é menos do que pagamos hoje na tarifação de fixo para fixo. Vantagens em preço e tecnologia, pois a Vono tem apresentado uma excelente qualidade na transmissão de dados.

Praticamente todas as operadoras de telefonia já oferecem VoIP, inclusive a BrT, que atende o Araguaia. O problema está mesmo na falta de concorrência.

Sou cliente BrT, tanto em fixo como em móvel, e até não tenho muitas queixas do serviço. Minha ADSL funciona direitinho e meu celular quase nunca me deixa na mão, mas não ter opção me deixa agoniado. O pior é saber de todos estes benefícios e não poder usá-los.

 

 

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09/03/2007

 

Telefonia em evidência

 

Falar sobre telefonia não é bem meu forte, mas, ao mesmo tempo em que me faz lembrar das aulas de telecomunicações dos tempos da ETFGo (Escola Técnica Federal de Goiás), os fatos atuais me incitam a tecer alguns comentários sobre acontecimentos recentes no setor.

Hoje em dia, mesmo com algumas facilidades que as teles têm proporcionado em relação a algumas tarifas, não é mole manter um telefone fixo em casa. A assinatura básica está cada vez menos básica. Normalmente só tenho visto telefones fixos em residências onde moram famílias ou um grupo de, pelo menos, três pessoas. As que moram sós, ou os casais sem filhos, têm preferido ter aparelhos móveis aos fixos.

O resultado de uma pesquisa que vi nessa semana aponta que mais 12% das pessoas só usam aparelhos celulares, mas o que mais me impressionou foi ver que quase 5% dos entrevistados só usam VoIP (Voice Over IP, do português Voz sobre IP). Nem celular têm. E dessa tecnologia também não tem mais como fugir. Talvez por isso algumas teles já vêm oferecendo o serviço.

E por falar em teles, já começou a mudança da cobrança de pulso para minutos. As operadoras têm até 31 de julho para concluir a migração. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) vem informando que não haverá mudança no preço médio das chamadas, mas isso deve ocorrer apenas para quem faz chamadas rápidas, de até 5 minutos.

Informações anteriores já previam que chamadas com durações acima de 10 minutos vão ficar mais caras que no sistema de pulsos.

O Procon de Mato Grosso já emitiu um comunicado para que os usuários fiquem alerta sobre a mudança, principalmente na hora de escolher o plano, pois há muitas diferenças entre eles. Só terá vantagem o consumidor que escolher o plano certo, para o perfil certo.

Quem ganhou mesmo com a mudança foram os usuários de Internet discada. Como as ligações longas ficariam absurdamente mais caras, as operadores criaram um sistema onde haverá um preço fixo para ligações feitas para os provedores conveniados. Mesmo assim, haja paciência para navegar em banda estreita.

A vantagem da migração é que agora teremos um controle real dos gastos, pois as contas virão detalhadas, como em contas de celulares. Na cobrança por pulso não conseguíamos tal precisão.

Um fator negativo a ser destacado está na qualidade dos serviços telefônicos. As empresas de telecomunicações são campeãs em reclamações. Segundo a Anatel, o aumento foi de 29,5% em 2006. Talvez por isso o celular tenha sido apontado como a 2ª pior invenção humana em uma pesquisa no Reino Unido, só perdendo para armas.

O que tenho visto é que a demanda é tanta que as operadoras não têm dado conta do recado.

DICA: Para falar por VoIP no computador, a melhor opção continua sendo o Skype (http://www.skype.com), que atingiu a impressionante marca de 500 milhões de downloads nesta quarta-feira (07.03).

 

 

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02/03/2007

 

Blogs, Flogs e Vlogs

 

Já não é de agora que as pessoas me perguntam o que é um Blog. E depois do artigo da última semana, a curiosidade parece ter aumentado ainda mais. Então vou aproveitar a deixa para fazer uma breve explicação desse formato de site cada vez mais popular, mas que, ao contrário do que muitos pensam, não se trata de nenhuma novidade.

Um Blog, acrônimo de Weblog, é uma página na Web que mantém as atualizações organizadas cronologicamente. - Esta é a resposta para uma das perguntas do caderno de informática básica do último concurso do Banco do Brasil. :-)

Alguma novidade nisso? Nenhuma, não é mesmo? Afinal qualquer sistema on-line atualizável tem este formato.

A origem dos Blogs é datada de 1997, quando foram criadas as primeiras “FAQs - Frequently Asked Questions”, em português “Perguntas Feitas Freqüentemente”. Seu surgimento não extinguiu as FAQs, que ainda permanecem muito utilizadas em sites que prestam serviços on-line, a fim de esclarecer as dúvidas mais freqüentes de seus usuários.

Talvez pelo fato do formato de jornal on-line, muitos jornalistas e colunistas têm criados seus Blogs para manter suas opiniões sobre diversos assuntos.

Não existem regras sobre o conteúdo, ou mesmo sobre atualização dos Blogs. Cada “proprietário” de Blog pode mantê-lo com diversos assuntos diferentes ou um único, ou mesmo compartilhar sua atualização com um grupo de pessoas.

Um dos sistemas de Blogs gratuitos mais populares é o Blogger (www.blogger.com). Além de ter toda competência e know-how da equipe Google por trás do sistema, ele oferece suporte a várias configurações e diferentes skins (peles) através de folhas de estilo.

Em nossa região, embora ainda não tenha um sistema gratuito disponível, vale a pena destacar alguns que merecem visita, são eles: Boca Maldita, do jornalista e arquiteto Frederico Lohmann, que tem foco na política barra-garcense; Versus & Cia, do jornalista Wanderley Wasconcelos, com suas crônicas; e o EscreVivendo, da Profª. Ms. Rosemary Glowacki, também de crônicas e textos para reflexão.

O formato tornou-se tão popular que a NIC.br, responsável pelo registro e manutenção de domínios com a terminação “.br”, liberou em 25 de outubro do ano passado o registro de domínios “.blog.br”, “.flog.br”, “.vlog.br”, juntamente com o “.wiki.br”, que abordarei futuramente.

Os Flogs são uma variante dos Blogs, e têm ênfase em fotos. Muito utilizado pelos jovens e adolescentes. Também em formato semelhante são os Vlogs, utilizados para publicação de vídeo-tapes que, com a explosão dos vídeos on-line, vêm ganhando cada vez mais adeptos.

 

 

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