Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Tech-no-logia

 

23/02/2007

 

Melhor se tivessem feito um Blog

 

Na última semana a prefeitura municipal de Barra do Garças anunciou o lançamento de seu site oficial (www.prefeituradebarradogarcas.com.br). Por questões éticas, pensei muitas vezes em me furtar de comentar o site, uma vez que até alguns meses atrás, quando o secretário de Comunicação ainda era o Sr. Brás Rúbson, a empresa que gerencio é que estava à frente do projeto, já tendo, inclusive, recebido alguns honorários pelo serviço.

No entanto, conclui que seria desonesto com os leitores que acompanham meus artigos, tanto pel'O Repórter do Vale, como pelo meu blog no AraguaiaNet (www.araguaia.net/blog/technologia), se não expressasse minha opinião sobre o assunto.

Primeiramente é preciso dizer que, se acabou sendo feito por outra empresa ou profissional, isto demonstra a desorganização que assola a atual administração, e confirma minha suspeita que o Sr. Brás, embora competente chargista, centralizava os projetos de sua pasta a ponto de que, com sua saída, os que foram iniciados por ele podem não estar sendo dado o devido andamento pelo seu sucessor, a exemplo do site oficial.

Site este que foi publicado com qualidade muito questionável, tanto do sistema quanto do conteúdo. É um festival de links quebrados e falta de formatação que dá dó. Os internautas barra-garcenses mereciam coisa melhor.

E ainda tiveram a coragem de fazer um lançamento oficial, convocando a imprensa local para solenidade.

Dor de cotovelo? Até pode ser, mas como filho desta terra, preferiria que tivessem contratado a Faça, de Sinop (MT), que já estiveram aqui por alguns meses, ou a Web do Brasil, de Goiânia (GO), que já atende empresas locais, ou, melhor ainda, a Z2 Sistemas, aqui mesmo de Barra do Garças, pois tenho certeza que fariam um trabalho muito melhor do que o que foi publicado, e talvez eu não ficasse tão desgostoso com o que vi.

Antes tivessem feito um blog para postar as notícias, um flog para postar as fotos e um vlog para postar os vídeos. Não seria um sistema próprio e personalizado como o que estava sendo feito, mas certamente estaria mais apresentável, e ainda seria muito mais barato aos cofres públicos.

O que mais me admira é que o prefeito tem como seu companheiro de partido a maior autoridade em tecnologia de nossa região, o Prof. Dr. José Marques Pessoa, reitor do campus regional da UFMT, e que, certamente, poderia tê-lo assessorado no assunto, ou pelo menos, indicado alguém gabaritado para fazê-lo.

O pior é que o amadorismo não é só da prefeitura de Barra do Garças. Várias empresas e entidades da região têm ignorado o poder da Internet e feito seus sites “nas coxas”, entregando o desenvolvimento para seus funcionários, que já têm outras obrigações dentro da própria empresa, acreditando que estão fazendo um grande negócio, e se esquecendo que nos dias atuais seus sites passaram a ser seus cartões de visita, ou seja, site desorganizado, empresa desorganizada.

Desenvolver sites é muito mais que saber o que é e como usar o HTML. Melhor começarem a mudar o pensamento antes que seja tarde demais.

 

 

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15/02/2007

 

A Web, ainda desigual, precisa ser consciente

 

Esta semana foi divulgada uma pesquisa feita pela eMarketer, uma conceituada revista eletrônica, onde consta que apenas 11,2 de cada 100 brasileiros têm acesso à Internet. Estes dados, se comparados com a pesquisa divulgada há um ano e meio pela NetRatings, do Ibope, onde foi apresentada uma estatística de que somos o povo que fica mais tempo online nos domicílios, nos faz refletir que a desigualdade social também acompanha o mundo virtual.

Certamente que um problema reflete no outro. Em um país como o nosso onde o dinheiro está concentrado na mão da minoria, não poderíamos esperar outra coisa.

Na pesquisa anterior, da NetRatings, os dados mostraram que nós ficamos conectados cerca de 22 minutos a mais que os EUA (cerca de 13 horas e 45 minutos), destacando o acesso aos sites governamentais, em razão da entrega online do Imposto de Renda. Mas o que o internauta que acessa a Web de casa busca mesmo são os conteúdos de streaming media (áudio e vídeo) e mensagens instantâneas (MSN, Skype, Talk, etc).

Já naquela época havia uma preocupação com o número efetivo de usuários. Éramos 12 milhões apenas. A pesquisa da eMarketer veio justamente comprovar isto.

Agora já falando em números totais, e não só mais dos usuários caseiros, nossa média atual (11,2 a cada 100) ficou bem abaixo da média mundial (16,9 a cada 100), com cerca de 21,2 milhões de usuários. Neste critério, os australianos, que ficaram atrás dos brasileiros em números de usuários, estão presente na Internet em 64,5% da sua população total. Além da Austrália, este fato só ocorre também no Reino Unido (57,9%), Canadá (63,4%), EUA (63,9%), Japão (68,4%) e Coréia do Sul, com impressionantes 70,5%. Contrapondo a esta estatística está a China, que tem só 10,2 usuários a cada 100, ou seja, apenas 2,3% da população.

Em se tratando de números absolutos, ficamos à frente de países importantes como Canadá, Espanha, Austrália, México e Argentina. Os “bam-bam-bans” da Web são mesmo os norte-americanos, com 181 milhões, seguido por China (133 milhões) e Japão (87,2 milhões). Será que um dia chegaremos lá? Tomara. :-)

A mesma eMarketer divulgou, em maio de 2006, que chegamos à marca histórica de 1 bilhão de usuários em todo mundo. A marca foi atingida no final de 2005, quando foi constatado que 865 milhões usam a Web regularmente.

Dois mil e seis foi um ano especial para Internet com a explosão da Web 2.0. Cada vez mais os recursos já disponíveis em aplicações online, que antes éram vistos apenas nos desktops, permitem a interação dos usuários. O conteúdo de sites como Orkut, YouTube, Wikipédia, Digg, Rec6 e Del.icio.us são formados pelos próprios usuários. Por isso, mais que ter simples internautas para aumentar estatísticas, é preciso ter usuários conscientes.

Muitos destes serviços são gratuitos, mas isso não quer dizer que não tem bons profissionais e muito dinheiro por trás de tudo. Continuar a usá-los livremente só depende de nós mesmos.

 

 

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07/02/2007

 

Investindo em tecnologia

 

Se alguém estava esperando um bom momento para investir em tecnologia, talvez seja este. A baixa cotação do dólar aliada aos descontos pós Natal e incentivos fiscais, tem feito com que os preços de equipamentos de informática estejam realmente acessíveis.

A primeira dica é investir em monitores LCD. Destaque desde o ano passado, as telas de cristal líqüido apresentam várias vantagens em relação ao tradicional CRT: ocupam menos espaço na mesa; têm maior área visual por serem realmente planas; é menos maléfico à saúde dos olhos; e possuem baixo consumo de energia. Há alguns dias, fazendo uma pesquisa nas lojas locais, um vendedor me disser que o consumo é idêntico a de um CRT, mas isso não é verdade. Os LCDs consomem cerca de 50% menos. Ideal para quem mantém a máquina ligada por longos períodos.

Menos produtivo, mas igualmente atraente, os MP3 e MP4 players estão na mira. A diferença é que no MP4 há a possibilidade de ver vídeos em um mini LCD. Multi-uso, estes portáteis permitem armazenar centenas de músicas ou mesmo filmes inteiros, sendo uma excelente companhia na malhação e em viagens, além de funcionarem como pen-drives e gravadores de voz. Os últimos equipamentos da categoria, o MP5, têm ainda uma câmera acoplada para gravação de pequenos vídeos e fotos.

Ainda na linha dos portáteis, as câmeras digitais continuam sendo muito procuradas, porém a gama de ofertas aumenta na mesma proporção. Canon, Olympus, Panasonic, Fuji, Pentax, Nikon, HP e Minolta são algumas marcas mais conhecidas, porém cada uma delas tem “n” modelos com resolução e recursos diferentes. Ao ler artigos sobre o assunto e conversar com profissionais da área, fui convencido que a Canon tem os melhores equipamentos, embora a Sony seja mais popular, talvez pela facilidade de uso e preço mais acessível.

Sonho de consumo de muitos fanáticos por tecnologia, os notebooks estão mesmo em conta. A Dell chegou a anunciar uma configuração básica por R$ 2 mil reais, mas quem vai mesmo fazer o investimento vale a pena verificar outras marcas, pois ao fazer qualquer “upgrade” nas máquinas Dell, o preço sobe bastante. Embora Acer, HP e Sony também sejam excelentes opções, minha sugestão é visitar o site da Itautec. Ao contrário da Dell, o valor sobe pouco com o “upgrade”. E quem puder pagar mais um pouquinho, vale lembrar que os processadores Duo Core valem mesmo o que custam.

Por fim, extremamente eficaz no dia-a-dia, a sugestão é adquirir uma multifuncional. O preço deste canivete suíço para escritórios que inclui fax, impressora, scanner e fotocopiadora caiu mais de 50% nos últimos 3 anos. No quesito impressão outras marcas podem até conseguir imagens superior à HP, mas deixam a desejar no custo.

Ah! Quer saber onde comprar? O Bondfaro (www.bondfaro.com.br) e o Buscapé (www.buscape.com.br) dão a dica. Mas é bom consultar as lojas locais, que estão com preços bem competitivos, além de oferecer suporte local. E não se esqueça da peça principal, o ser humano. Invista em você e em seus funcionários.

 

 

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05/02/2007

 

O Windows renasce das cinzas?

 

Olá pessoal, após um breve período de férias, estou aqui novamente para falar dos assuntos que agitam o mundo tecnológico. E depois de tanto falar nas maravilhas dos aplicativos OpenSource e do Linux em 2006, vou quebrar o galho do tio Gates e tentar falar um pouquinho bem do Windows neste primeiro artigo do ano.

Brincadeiras a parte, não é à toa que a Microsoft tem lucros na ordem de US$ 10 bilhões, e isso merece respeito. E foi com esse knowhow que a empresa lançou, simultaneamente em 70 países, na última terça-feira, sua mais nova versão do Windows, o Vista.

“No Brasil, o lançamento não foi glamuroso como em Nova York (EUA) e Angra (Índia). No Extra Itaim, em São Paulo, Steven Sinofsky, vice-presidente mundial do Windows Vista da Microsoft - vestido com a camiseta número 10 da seleção brasileira, seu nome impresso nas costas - cortou uma fita à meia noite de segunda-feira, inaugurando as vendas do produto no País.” (Estadão)

Como era provável, na China já circulavam cópias ilegais do sistema, vendidas por cerca de um euro, enquanto as originais custam entre 198 e 317 euros. No Brasil o sistema custará entre 460 e 890 reais, lembrando que, além das quatro versões existentes, quem tem Windows XP original pagará menos pela atualização.

Para testar o sistema, infelizmente, não tenho a disponibilidade de um laboratório com várias máquinas para instalá-lo e testá-lo, mas é possível falar um pouco sobre o que há de novo e interessante no Vista, mesmo sem isso.

Aparentemente o sistema não trará nada de extraordinário, já que os recursos de segurança são semelhantes aos já existentes no Linux, e o design lembra o Macintosh. Aliás, especialistas acreditam que houve até mesmo uma regressão no quesito usabilidade, ponto forte da Microsoft. Mas como em qualquer sistema, há melhorias e aperfeiçoamentos que valem a pena destacar.

Os mais significativos estão no melhoramento da segurança, com um firewall bidirecional mais eficiente que o do XP, e na criptografia dos discos, mas há também outras relevantes, como a maior facilidade no gerenciamento de redes, desfragmentação automática dos discos e utilitários de backup.

E quem já estiver pensando em instalar o sistema, só pra ver como é, se não tiver uma boa máquina livre pra isso, melhor esperar um pouco mais, pois, como das outras vezes que a Microsoft lançou um novo sistema operacional, há incompatibilidades de hardware no Vista também.

Outro fator importante a ser levado em consideração é o equipamento exigido para suportar o sistema. O ideal é um processador com 2 Ghz ou mais, 2 GB de memória e placa de vídeo com 128 MB compatível com DirectX9, além de drivers no padrão WDDM. Ou seja, não é qualquer PC que vai aceitá-lo.

O mais prudente mesmo é esperar um pouco e acompanhar as opiniões dos usuários que estão mudando de sistema daqui por diante. A não ser que já esteja comprando um PC novo. Nesse caso, é só dar mais uma turbinada na máquina e curtir o novo sistema de Bill Gates.

 

 

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