22/11/2006
Particionar para organizar
Wincherter, HD (Hard Disc) e disco rígido são diferentes formas de tratamento para aquela pecinha que fica dentro do computador responsável por armazenar nossas informações do dia-a-dia, seja para uso pessoal quanto para profissional.
Ainda me lembro quando 1GB (1 gigabyte) de HD em um computador pessoal era uma coisa extraordinária. Na atualidade, esta quantidade de espaço está disponível muito facilmente em pen drivers, MP3 players e cartões de memória para celulares e máquinas digitais. Os discos rígidos comercializados hoje em dia tem muito mais espaço: 80GB, 120GB, 160GB, 200GB, 250GB e até 300GB tem preços bem acessíveis. Devido a esta quantidade “exagerada” de espaço, quando compramos um HD novo sempre fica a dúvida se devemos particioná-lo ou não.
Particionar um HD significa dividí-lo em partes. Muitos usuários têm optado por este recurso, principalmente, para manter seus arquivos organizados. Mas há outras vantagens e desvantagens também.
Tecnicamente uma desvantagem do particionamento é fazer com que a transferência de arquivos grandes entre as partições demore muito. Isto porque as cabeças de leitura são ligadas ao mesmo motor de movimentação, assim elas farão a leitura em uma partição e se deslocarão para fazer a gravação em outra várias vezes. Além disso, a utilização de várias unidades lógicas (C, D, E, etc.) pode confundir usuários com pouca experiência.
Já quanto aos benefícios são vários, começando pela organização de sistemas, programas e arquivos. Quem tem muito espaço pode esbanjar e criar uma partição para cada utilização: uma para o Windows, outra para o Linux, mais uma para jogos, outra para MP3 e MP4, etc., mas quem conseguir ter uma partição para o sistema operacional (Windows, Linux, etc.) mais programas (Word, Excel, Photoshop, CorelDRAW, etc.), e outra para arquivos (curriculo.doc, contas.xls, fotodafamilia.jpg, etc.), já verá como é bom poder formatar a unidade do sistema operacional em uma emergência sem culpa de estar perdendo dados importantes.
Já separar o sistema operacional dos programas não é vantajoso, pois alguns programas quase sempre instalam bibliotecas de sistema, o que torna obrigatório sua reinstalação em caso de formatação da unidade do sistema operacional.
Outro recurso interessante para usuários do Windows, mas pouco usado, é ter uma partição para arquivos que serão gravados em CD ou DVD. Com a partição menor, a desfragmentação é mais rápida e melhora o desempenho quando você for queimar as mídias. Quem usa Linux não precisa se preocupar com isso, pois o sistema de arquivos Ext2 os organiza evitando a fragmentação.
A definição de quanto deixar de espaço para cada aplicação depende mesmo da aplicação. É válido lembrar que é recomendado ter, pelo menos, 20% de espaço livre na partição do sistema operacional para seu perfeito funcionamento.
Para quem se interessou em particionar mas não quer formatar o HD, a dica é o Partition Magic, um programa excelente para gerenciamento e particionamento de unidades. E não se esqueça: na dúvida, particione sempre.
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10/11/2006
Linux ou Windows?
Vulnerabilidade, flexibilidade e outras “ades” estão sempre em questão quando se trata de comparar o Linux com o Windows, mas a grande pergunta que sempre fica é a mesma: Qual é o melhor?. Esta discussão é sem fim e sempre gerará polêmica, pois ambos têm defensores de suas vantagens e aplicações.
Talvez a grande vantagem do Windows seja a popularidade, porém há outras no sistema de Bill Gates que valem a pena ressaltar, como a usabilidade. Mesmo com a evolução da interface gráfica do Linux não há sistema operacional tão fácil de se usar como o Windows, e talvez por isso ele se torne um sistema tão frágil, permitindo que usuários sem conhecimento técnico tenham acesso ao sistema muito facilmente. Já em relação à manutenção, esta simplicidade de uso a torna mais fácil e, conseqüentemente, mais barata.
Com a estrutura baseada em Unix, o Linux leva vantagem na estabilidade, segurança e legalidade do software. Além de ser um sistema de utilização livre, no Linux não há preocupações com vírus e spywares, pois estas pragas não o afetam, já que são desenvolvidas para atingirem o Windows. Você pode abrir um e-mail infectado com um vírus devastador e ficar tranqüilo(a). Teoricamente o Linux deveria ser mais vulnerável, uma vez que tem seu código-fonte aberto, mas o que os crackers buscam é o desafio de invadir sistemas que se dizem intransponíveis.
Outra vantagem do Windows é a compatibilidade com aplicações comerciais, gráficas e de escritório mais populares. Embora existam emuladores que permitem a utilização de programas for windows no Linux, nunca é a mesma coisa. Assim, para quem usa aplicativos comerciais desenvolvidos para Windows ou mesmo outros softwares como CorelDraw, Dreamweaver, PageMaker ou Photoshop, a mudança de sistema se torna inviável a princípio.
Por outro lado existem outros aplicativos muito bons e gratuitos, distribuídos com licença opensource, e que normalmente já são instalados junto com o Linux, como o Scribus (similar ao PageMaker) para editoração gráfica, o Inkscape (similar ao CorelDraw) para trabalhar com vetores, o GIMP (similar ao Photoshop) para tratamento de imagens, o Mozilla Firefox (similar o Internet Explorer) para navegação web, ou mesmo o já conhecido OpenOffice (similar ao Microsoft Office), que possui uma suíte de aplicativos de escritório excelente. Os quatro últimos possuem versões para Windows, permitindo a familiarização com os programas e evitando traumas na migração de sistema.
O Linux também vem ganhando terreno no mercado corporativo. Instituições de ensino e empresas de renome como Lojas Renner, Casas Bahia e o Metrô de São Paulo já utilizam o sistema com sucesso, embora isso não seja nenhum privilégio. Pequenas e médias empresas de nossa região já vêm procurando implementar o Linux, pelo menos como servidor web e de dados, buscando maior segurança e estabilidade.
Mesmo tendo uma licença de uso paga, acredito que para as estações de trabalho nas pequenas e médias empresas e para os usuários domésticos, a melhor opção ainda seja o Windows, por ainda se tratar de um ambiente mais intuitivo e amigável que o Linux, além de diminuir custos com treinamento.
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