Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Tech-no-logia

 

20/10/2006

 

Cuidado! você pode ser processado

 

Trocar MP3 pela Internet através de programas P2P (Peer-to-Peer), como o Kazaa e o eMule, pode render processo. A medida já está sendo adotada no Brasil pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (do inglês, IFPI) com apoio da ABPD - Associação Brasileira de Proteção aos Direitos. Segundo a própria IFPI, nosso País é responsável por 5% de downloads ilegais de todo mundo. Só em 2005 foram mais de 1 bilhão de faixas baixadas.

Vinte usuários considerados de grande porte em razão da grande quantidade de upload de músicas ilegais estão sendo processados. A entidade afirma que cada um é responsável por disponibilizar na web entre 3 mil e 5 mil músicas, sem o pagamento de direitos autorais. Em todo mundo 8 mil pessoas estão sendo processadas.

Embora o foco inicial seja os usuários de grande porte, John Kennedy, presidente mundial da IFPI, não descartou a possibilidade de também processar pequenos usuários.

Paralelamente aos processos judiciais a ABPD deu início a uma campanha de conscientização contra a pirataria de músicas no Brasil. A campanha prevê alertas via mensagem instantânea aos usuários de P2P e distribuição de informativos a empresas, escolas e pais.

Contrários à medida, membros da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, entregaram um manifesto criticando as ações contra internautas brasileiros e propondo mudanças na lei de direitos autorais.

"A lei de direitos autorais brasileira é incompatível com os desenvolvimentos tecnológicos recentes. Nosso atual regime de direito autoral transforma qualquer usuário de Internet em um potencial criminoso e infrator de direitos", afirma o comunicado divulgado pelos manifestantes.

Embora ainda se tratando de um mercado pouco explorado e conhecido, o Brasil já conta com lojas de venda online de músicas digital. Na iMusica (http://www.imusica.com.br), por exemplo, é possível encontrar músicas e tones com custo entre 0,99 e 2,49 reais. Se achou barato, melhor fazer as contas. Quinze faixas, número aproximado de músicas de um CD, pode chegar a custar até 37,35 reais.

Exposto os fatos, é preciso que se diga que também há estudos que comprovam o aumento da venda de CDs mesmo com a troca de MP3 através dos P2Ps. A verdade é que, com a Internet, ficou muito mais fácil conhecer artistas independentes sem o intermédio de uma gravadora, embora o reconhecimento do público continue difícil.

A diminuição do faturamento dos grandes selos musicais também se deve ao fato de que os consumidores estão optando por conhecer novos artistas, pagando por CDs mais baratos, que muitas vezes são vendidos até mesmo por camelôs nas ruas.

Não defendo a ilegalidade nem mesmo a perda de direitos autorais de um indivíduo sobre sua obra, mas é preciso rever conceitos. O futuro vai privilegiar cada vez mais a competência. Se você é bom no que faz, não têm com que se preocupar.

 

 

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11/10/2006

 

Google para todos os gostos

 

Quando recebi minha publicação da INFO nesta segunda-feira (09.10) me chamou atenção uma matéria de capa sobre 15 recursos de escritório online oferecidos, gratuitamente, pela Google. Não bastasse isso, a manchete do tele-jornal noturno anunciava a compra do YouTube pela empresa norte-americana. Foi então que não pude deixar de admirar a capacidade empreendedora da Google, e na quantidade de informação que eles estão acumulando.

Não foi à toa que em fevereiro deste ano, em meu primeiro artigo publicado em O Repórter do Vale, dei destaque a Larry Page e Sergey Brin. Na época, enquanto visitavam a Europa e o Brasil, era anunciado nos EUA um crescimento da Google superior à 90%,   consolidando-a como a empresa de tecnologia de maior referência da atualidade.

Além de produzir excelentes aplicativos online, como o Google Search e o Gmail, a Google tem se destacado pelo investimento em empresas de sucesso emergente. Foi assim com o Writely (http://www.writely.com) e agora com o YouTube (http://www.youtube.com). Neste último caso o investimento é de U$ 1,65 bilhão.

O investimento no YouTube surpreende alguns críticos que acreditavam (ou aindam acreditam, não sei) que o site de vídeos online teria tanto prejuízo em processos de direitos autorais que sua falência era iminente. Mas o grande questionamento que fazemos com relação a isso é que, se ferramentas como o Napster, Kazaa, e YouTube estimulam a pirataria, também deveria ser proibido a comercialização de vídeos k7, gravadoras de CD-R/W e DVD-R/W, não é mesmo?

O certo é que a Google tem muito mais bala na agulha para as brigas judiciais do que o  YouTube. E se alguém questionava como os caras do YouTube conseguiam manter o site no ar, devido a grande quantidade de recursos de hardware e banda exigida, agora saberão de onde vem os bytes.

E por falar em bytes, você já ouviu o termo “Peta Byte”? Imaginei que não. Saiba que o servidor de mapas da Google (http://maps.google.com) já opera na casa dos Peta Bytes de informações, mas precisamente 10 Peta Bytes. Considerando os prefixos dos múltiplos de 10 são: Kilo, Mega, Giga, Tera, Peta, Exa, Zeta e Yotta, o PetaByte quer dizer “mil bilhões de bytes”. Pode imaginar o que isso equivale em informação? Confesso que tenho dificuldade. :-)

Sobre a reportagem da INFO, trata-se do “Google Apps for your domain” (http://www.google.com/hosted). São serviços para serem utilizados com seu domínio, com destaque para personalização do Gmail e da agenda “Google Calendar” com a logo da empresa, e a hospedagem de sites (ainda sem recursos avançados). Infelizmente o site de cadastro está todo em inglês, e leva-se pelo uma semana para sua aprovação. Mesmo assim tratei de garantir o meu.

Fã de carteirinha da Google eu utilizo bastante os serviços deles tanto para empresa como para uso pessoal. Gmail, Orkut, Busca, Mapas e Acadêmico estão entre os principais, mas já usei também o Writely e o YouTube. São ferramentas nota 10 e todas “free”.

 

 

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05/10/2006

 

Os endereços na Internet

 

O anúncio feito esta semana pelo Núcleo de Informação e Coordenação do “.br” (NIC.br), informando que o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) colocará à disposição da comunidade mais quatro domínios de primeiro nível (DPN), chamou minha atenção para o nível de popularização que a Internet brasileira tem alcançado.

Segundo dados da Agência FAPESP, em janeiro de 1996 os domínios “.br” eram apenas 851. Hoje já são quase 1 milhão e domínios registrados.

Ter um domínio nunca esteve tão barato. Com atual valorização do real perante o dólar, o valor do registro de domínios internacionais estão bem próximos dos nacionais, cerca de R$ 30 reais por ano.

Registrar um domínio nada mais é do registrar um nome na web. Por definição, “domínio é um nome que serve para localizar e identificar conjuntos de computadores na Internet” (2006, WIKIPÉDIA), sendo concebido com o objetivo de facilitar a memorização dos endereços desses computadores.

Garantir um domínio de fácil memorização, mantendo a identificação com o nome da instituição, é o que pretende a maioria das empresas. Mas há também quem prefira nomes originais, buscando criar endereços “sui generis”.

Os órgãos responsáveis pelos registros de domínios nacionais e internacionais são, respectivamente, a Registro.br (http://www.registro.br) e a Internic (http://www.internic.com), sendo que, de acordo com as regras atuais, para que o registro seja efetivado, são necessários ao menos dois servidores DNS conectados à Internet e já configurados para o domínio que está sendo solicitado.

Para esta configuração e manutenção dos DNSs os provedores cobram entre R$ 30 e R$ 60 reais por ano, dependendo do benefício que oferecem.

A terminação nos domínios identificam seu país de origem. O “.br” é brasileiro, o “.pt” é português, os argentinos usam o “.ar”, os alemães “.de”, os japoneses “.jp” e os norte-americanos têm a opção do “.us” (United States), utilizado para registro do popular site del.icio.us (delicioso, em português).

Os domínios que não possuem terminação complementar são tidos como internacionais: “.com”, “.net”, “.org”, dentre outros. Eles possuem a vantagem de não exigir nenhuma documentação para registro, apenas dados básicos como nome, endereço e e-mail. No Brasil há vários representantes da Internic que efetivam o registro junto ao órgão.

Para os domínios nacionais atualmente o CGI.br disponibiliza 24 DPNs para instituições, sendo os mais populares o “.com.br”, o “.gov.br”, o “.edu.br”, o “org.br” e o “.br”.

Desconhecido da maioria, há ainda outros 32 DPNs para profissionais liberais, como o “.adv.br.” para advogados e o “.eng.br” para engenheiros, e 1 para pessoas físicas, o “.nom.br”, justamente os beneficiados com os novos DPNs.

Além do “.nom.br”, pessoas físicas agora também poderão registrar domínios com a extensão “.blog.br”, “.flog.br”, “vlog.br” e “wiki.br”.

 

 

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