Carlos Magno

 

Gerente da Araguaia Networks e professor de informática da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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Teclar ou tc?

 

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CDs e DVDs podem estar com os dias contatos

 


 

 


 

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Tech-no-logia

 

16/01/2009

 

Teclar ou tc?

 

No mês de dezembro/2008 a revista INFO Exame, da editora Abril, trouxe um artigo do colunista Dagomir Marquezi que me chamou a atenção, pois a questão levantada por ele já foi tema de algumas discussões com colegas e alunos: devemos usar ou não siglas na hora de teclar no bate-papo e na hora de enviar um e-mail.

Particularmente não vejo problema em se usar algumas delas, mas como tudo na vida, use com parcimônia. Na maioria das vezes prefiro usar corretamente o português, seja no bate-papo ou, principalmente, ao enviar um e-mail. Claro que abro algumas pequenas exceções, mas é que hoje em dia há alguns absurdos circulando nos Instants Messengers (MSN, GTalk, Skype, dentre outros) ou mesmo no bate-papo do UOL, como bem colocou Marquezi. Alguns chamam essa linguagem de “internetês”, mas certamente trata-se de um assassinato à nossa língua portuguesa, que já é tão difícil.

Certa vez, ao conversar com uma colega de trabalho, falávamos sobre a preocupação com nossos filhos: “se para nós que aprendemos o português direitinho quando crianças já é difícil praticá-lo assim, imagine para os adolescentes e crianças que se veem diante destas abreviações que mal tratam nossa língua?”. Talvez eles tenham essa capacidade de aprender tudo muito rapidamente, mas é preciso manter vigilância.

Marquezi fez uma consideração interessante. Para ele escrever corretamente o faz crescer, aprender e evoluir. Eu concordo. Há dois hábitos muito salutares para o aprendizado da ortografia: a leitura e a escrita. Mas se escrevemos errado não conseguimos aprender nada.

Escrever bem, com coerência, coesão e concordância pode fazer uma enorme diferença na interpretação da mensagem que se deseja passar. Não sou um expert no assunto, mas já recebi alguns elogios por isso. Vou continuar com as minhas poucas exceções, como: VC (você), TC (teclar) ou FDS (fim de semana); mas certamente evitarei as siglas como VTWC? (você tem webcam?), MIMVTQUOC (meu irmão mais velho ta querendo usar o computador) ou D1GENAN (dei um Google e não achei nada).

 

 

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08/01/2009

 

CDs e DVDs podem estar com os dias contatos

 

Inventado em 1979 e comercializado a partir de 1982, os CDs (Compact Discs, ou Discos Compactos) podem estar perto do fim, ao menos para a indústria fonográfica. Para especialistas no assunto, as gravadoras não devem mais contar com a mídia óptica como principal fonte de renda, isto porque o meio digital tende a ser o grande filão do mercado nos próximos anos.

Segundo a Gartnet, uma empresa de consultoria norte americana, a distribuição de música on-line chegou 23% nos EUA e a 15% no resto do mundo. Enquanto isso a venda de CDs vem caindo. A sugestão da consultoria seria o investimento em mídia digital, aproveitando principalmente a popularização das redes sem fio e aparelhos celulares.

Para quem acredita que esta realidade está muito distante de nós, vale lembrar que com a tecnologia 3G banda larga à nossa disposição, será fácil acessar a Web e comprar de produtos através dos celulares de onde quer que estejamos.

Na informática os CDs e DVDs ainda devem permanecer úteis como mídia de backup (cópia de segurança) por um bom tempo, principalmente pelo baixo custo, mas existe uma tendência das memórias flash – aquelas que compõem os cartões de memórias e pendrivers – ocuparem este espaço também. Oferecendo maior velocidade e confiabilidade dos dados, este tipo de memória deverá desbancar, inclusive, a mídia magnética que compõe os discos rígidos (HDs). É só uma questão de tempo e preço.

Vale lembrar ainda que os aparelhos de DVDs mais modernos já possuem uma entrada USB que lhes permitem o encaixe de um pendriver, seja com foto, música ou vídeo. Em pouco tempo, quando formos às locadoras da cidade, estaremos fazendo a opção de levar o filme em DVD ou em cartão de memória.

 

 

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02/01/2009

 

Profissão: informática

 

Há algum tempo atrás uma amiga me procurou preocupada com seu filho. Contara-me que o jovem sempre quis estudar medicina ou odontologia - não me lembro precisamente -, mas que ao fazer um curso de montagem e manutenção de micro-computadores estava mudando de idéia. “Como que um garoto muda de opinião dessa maneira?”, ela me perguntou. O que respondi a ela vou dizer a vocês.

A Tecnologia da Informação é algo fascinante, principalmente para os mais jovens que têm uma grande capacidade de memorização. Contudo, é preciso ter cuidado. Gostar de informática é uma coisa e ter vocação para exercê-la profissionalmente é bem diferente. O fato é que hoje há uma grande dependência dos computadores e da internet, mas nem sempre devemos estudar informática para sermos profissionais do ramo, mas sim para não ficarmos à margem do uso da tecnologia.

Ao conversar com colegas que lecionam constatei que há uma grande procura por cursos de informática em nossa região, desde os mais básicos até os superiores, tanto que aqui em Barra do Garças, além das diversas escolas de informática, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) de Mato Grosso oferece um curso Técnico em Informática, as Faculdades Cathedral e Univar oferecem o curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece o bacharelado em Ciências da Computação. Mas, infelizmente, tem havido também uma grande evasão, que no meu entendimento tem sido em razão do não conhecimento sobre a CIÊNCIA que está por trás da informática.

Saber operar o computador, entender o que é um chip, uma placa mãe ou um processador, saber dimensionar os bits por segundo (bps) de uma conexão de internet, os gigabytes (GB) de um disco rígido ou os dots per inch (dpi) de uma imagem, tudo isso será pré-requisito para qualquer área de conhecimento. De um simples aparelho celular a um analisador ácido-base dentro de uma UTI, todos são hardwares (máquinas) controlados por softwares (programas) desenvolvido e manipulados por peoplewares (pessoas). A questão é decidir de que lado ficar: projetando, desenvolvendo e mantendo essa engrenagem funcionando ou apenas operá-la?

 

 

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