Paulo Goulart

 

Professor da Faculdades Cathedral e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Eubiose

 


 

e-Mato Grosso

 


 

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02/10/2008

Exame OAB - Parabéns Faculdades Cathedral!

 

15/09/2008

Bom dia Barra do Garças!

 

04/10/2007

Aluno a distância vai melhor no ENADE: uma reflexão

 

30/08/2007

Biodiesel com trabalho escravo?

 

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Lual de Compras em Barra do Garças contra a CAMOL em Aragarças

 


 

 


 

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21/10/2008

 

A CRISE AMERICANA E NOSSO TELHADO DE VIDRO

 

ROUBO MILIONÁRIO SEM VÍTIMA

A casa dos neo-liberais norte americanos caiu!

Crise do capitalismo? Falta de regulação? Especulação desmedida? Individualismo? Fraudes e falta de caráter? Crise sistêmica do setor financeiro?

Tudo isso já vinha sendo comentado, falado, e observado pelas autoridades governamentais mundiais há mais de cinco anos. Entretanto muitos dos homens de governo de hoje, ontem trabalharam no mercado financeiro que agora está com problemas, portanto eles são comprometidos com a origem de toda esta confusão. Será que esses executivos serão penalizados? Fizeram uma farra neo-liberal, mas a conta está sendo paga pelo dinheiro público, pelo estado que esses executivos e capitalistas fizeram ficar de fora do mercado.

O TELHADO DE VIDRO BRASILEIRO: CAIXA 2

No Brasil vivemos situação semelhante, e mais cedo ou mais tarde nosso telhado de vidro cai, mas tem outro nome: “caixa dois”, ou “dinheiro ilegal”.

Há alguns meses a policia de Cuiabá está tentando descobrir a vítima de um roubo, entretanto ela não aparece para reclamar que foi roubada em aproximadamente R$ 3 milhões. Portanto não havendo vítima, não tem como prender quatro rapazes que estão gastando um dinheiro sem origem, conforme notícia abaixo:

“A Polícia de Mato Grosso investiga um roubo milionário praticado por quatro rapazes moradores de Cuiabá. Com o dinheiro, eles compraram veículos e motos de luxo e passaram a esbanjar dinheiro. O esquema começou a ser descoberto quando dois deles resolveram passear na praia.....” veja o restante no link:

www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=322790&edicao=12174&anterior=1

Há uma versão estranha sobre o assunto, publicada no link abaixo:

www.midianews.com.br/mural.php

Domingo, 24 de agosto de 2008

“Roubo milionário sem vítima

Sinopse dos cinco capítulos anteriores de uma história de fricção, digo, ficção:

CAPÍTULO I

CENÁRIO:

Motel na periferia de Várzea Grande

ELENCO:

Dois amigos-correligionários e duas garotas de programa

TRAMA:
O celular de um deles toca, o garanhão atende e combina entregar ao interlocutor 40 mil reais, em espécie, na noite-madrugada seguinte, em um luxuoso escritório em Cuiabá.

A acompanhante ouve tudo...

CAPÍTULO II

CENÁRIO:

Cafofo no bairro Santa Isabel

ELENCO:

Garota de programa e seu amor-bandido, que também faz as vezes de cafetão

TRAMA:

Além de comparecer com a féria da correria da madrugada, ela conta o que ouviu de um emplumado cliente em um de seus tantos ninhos de amor -- um motel de Várzea Grande: O pagamento de uma bolada de 40 mil reais, em espécie, num edifício com o sugestivo nome de Business Center.

Seu amor-bandido convida dois ¨brodinhos¨ para uma ¨parada¨, naquela noite, num prédio de bacana...

CAPÍTULO III

CENÁRIO:
Entrada de luxuoso edifício de escritórios na Avenida Rubens de Mendonça, corredor empresarial de Cuiabá, tardão da noite.

ELENCO:

Garota de programa, seu amor-bandido que também faz as vezes de cafetão e dois ¨brodinhos¨ do bairro Santa Isabel, à espreita, no lado oposto da pista, prontos para uma ¨parada¨.

TRAMA:

Antes de voltar para o ganha pau, digo, ganha pão, ela tem a missão de reconhecer o bacanudo com quem transou na noite anterior em um motel de Várzea Grande e que, para ¨se aparecer¨, disse ao celular que estaria naquele horário e naquele prédio para efetuar um pagamento, em espécie, no valor de 40 mil reais.

O bestalhão chega no horário marcado -- onde já era aguardado pelo credor -- e é apontado pela acompanhante da noite anterior.

A dupla é rendida e, com a discrição possível, obrigada a conduzir o bando até o escritório onde estava amoitado o dinheiro.

O trio -- especializado em pequenos golpes na periferia --, jamais imaginava que estava a um passo da sorte grande -- e bota ¨sorte grande¨ nisto!...

CAPÍTULO IV

CENÁRIO:

Escritório em supervigiado edifício de luxo -- e bota ¨supervigiado¨ e bota ¨luxo¨ nisto!

ELENCO:

Três bandidinhos pés-de-chinelo e dois bacanudos rendidos por eles.

TRAMA:

Quando a porta é aberta, outros três bacanas que estavam no interior do escritório também são dominados e todos colocados contra a parede, de bico calado.

Enquanto um ¨elemento¨ mantém toda aquela gente de bens sob a mira de um revólver, os outros dois passam a vasculhar tudo, em busca de 40 mil reais em espécie.

Num canto, localizam duas caixas de papelão: uma pequena, outra bem grande -- dessas de embalar TV com tela de plasma de trocentas polegadas.

Na primeira, a pequena, nada: só papéis, com altos planos político-administrativos.

Já na caixa 2...

CAPÍTULO V

CENÁRIO:

Luxuoso escritório em um edifício de Cuiabá

ELENCO:

Três bandidinhos pés-de-chinelo e cinco bacanudos -- rendidos e de bico calado.

TRAMA:

Na caixa 2, os ¨elementos¨ -- que sairam para roubar 40 mil -- encontram emPACotados 4 milhões de reais, em espécie.

Prendem os bacanudos no banheiro, sem os celulares, pegam a caixa descem pelo elevador, ganham a rua e desaparecem na noite.

Desconfiado, o vigia de plantão chama a polícia, enquanto, no escritório, os ¨presidiários¨ arrombam a porta do banheiro e, pelo telefone fixo que os marginais esqueceram de inutilizar, avisam um figurão, dono do escritório.

Polícia e proprietário chegam ao local da ocorrência ao mesmo tempo:

- Positivo! Operante! Foi aqui que houve o roubo?

- Quê roubo?!!! ..........”

Segundo o Jornal MídiaNews a história foi retirada de um outro site: http://www.supersitegood.com .

O texto já está longo, apesar de um pouco engraçado, portanto tentar ser breve:

Existe no Brasil um órgão chamado COAF https://www.coaf.fazenda.gov.br/, que está fazendo 10 anos, para tentar coibir a movimentação de dinheiro ilegal;

Dinheiro ilegal tem origem ilegal (não se assuste com minha esperteza) que pode ser tráfico de drogas, armas ou seres humanos (prostituição), ou roubo de toda espécie (cargas, bancos, fios de cobre, carros);

Dinheiro na cueca, na mala, no porta malas, transportando por pessoas envolvidas com a política, como por exemplo a forte suspeita que existe sobre o Sr. Marcos Valério. Acusam-no de ser hábil na movimentação de dinheiro ilícito de origem pública (vamos esperar o resultado do judiciário para saber se é verdade). Os boatos são muito fortes sobre compra de votos, liberação de verbas com pagamento de propinas a deputados, e outras tantas histórias que não sei se são verdadeiras;

Dizem (mais boatos) que comerciantes e industriais subornam fiscais para movimentar mercadorias e cargas, para desta forma pagarem menos impostos;

Entretanto há uma situação que é bem verdadeira (não é boato e eu garanto): existem trabalhadores, comerciantes, industriais, prestadores de serviços, e muitos agentes econômicos que pagam impostos, movimentam somente dinheiro lícito, que sofrem forte concorrência de trabalhadores sem carteira assinada, de empresários que não pagam impostos.

A concorrência praticada pela ilegalidade inviabiliza as atividades econômicas lícitas:

Como concorrer legalmente com alguém que vende carga roubada?

Como concorrer legalmente com alguém que vende muito abaixo do custo, pois o que sustêm a atividade é ganho dinheiro com roubo, sonegação de impostos, ou outra atividade econômica ilícita?

Como encontrar trabalho em mercado repleto de mão de obra escrava, clandestina e não contratada formalmente?

A economia informal é objeto de observação, mas de difícil acompanhamento, controle e fiscalização, como pode ser observado na notícia do jornal O Estado de São Paulo: Economia informal cresce acima do PIB 2007, aponta FGV (www.estadao.com.br/economia/not_eco158694,0.htm)

A economia informal utiliza todos os serviços públicos (estradas, hospitais e escolas), entretanto não contribui, não paga impostos utilizados na manutenção desses serviços do estado.

A sociedade brasileira precisa de legalidade, com urgência, e a solução vai além das ações policiais. Há necessidade de tornar atraente e vantajosa a economia legal, e os homens de governo e estado conhecem os meios para isso, mas o grande empecilho talvez sejam eles mesmos.......

 

 

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02/10/2008

 

Exame OAB - Parabéns Faculdades Cathedral!

 

Trinta e cinco alunos da Cathedral, dos oitenta e dois que se inscreveram, passaram na primeira fase do Exame da OAB/MT, cabendo ainda observar que as duas melhores notas da escola estão entre as dez melhores do Mato Grosso.

MAIS ESTATÍSTICA

As dez melhores notas da escola estão dentro do rol dos doze por cento das melhores notas da OAB/MT.

Você não precisa ficar fazendo contas: 42% foi o índice de aprovação da Cathedral, que se comparado com a média nacional (em torno de 15%) já é motivo para muita comemoração e felicidade.

Entender o significado desses números é de fundamental importância para a sociedade barra-garcense, pois o resultado é uma demonstração clara de que valeu a pena todo o esforço na formação de cidadãos, objetivo bem expresso, em “Nossa história”, no site da faculdade: “instalou-se em Barra do Garças (MT) com o objetivo de formar profissionais capazes de contribuírem para o desenvolvimento da região do Médio Araguaia e para sua elevação cultural. Tendo como referência para seu trabalho pedagógico a idéia de formar o homem integral, capaz de compreender a si mesmo, de reconhecer o seu papel social e sua responsabilidade profissional”.

Diferente do que acontece com o sistema financeiro norte-americano (que não tem controle externo), o sistema educacional brasileiro funciona sob constante avaliação e controle social:

  • o MEC possui um sistema de avaliação que não se resume a uma visita, mas a um conjunto de verificações que incluem ouvir os alunos, professores e funcionários, e também a sociedade, para depois constatar as informações com o envio de pessoal especializado, e então emitir conceitos e reconhecer cursos;
  • no caso específico do curso de Direito a OAB também faz uma avaliação do curso;
  • o aluno, resultado do processo de ensino-aprendizagem, é avaliado por meio de uma prova elaborada por entidade externa (CESPE/UNB), sendo o exame composto por 100 perguntas, com cinco alternativas cada uma delas (o aluno deve manifestar-se sobre as cinco, portanto são 500 respostas), com prazo de quatro horas e meia sua realização.

Faltava somente os alunos aparecerem no resultado do exame da OAB para referendar, comprovar, os resultados das avaliações feitas pelo MEC e OAB, que por sinal foram muito boas.

RESULTADO NÃO É FRUTO DE SORTE

É obrigatório observar que esse resultado pedagógico ocorre em um contexto social e econômico, e foi conquistado com muito esforço tanto individual de cada aluno, como da instituição Cathedral.

A maioria dos alunos trabalha e estuda, e somente quem já passou por isso sabe o tamanho das dificuldades, do sacrifício do lazer, do convívio familiar, das férias, dos finais de semana, e por aí afora. Os alunos fizeram sua parte com mestria (mesmo aqueles que não passaram agora). Nossa região não oferece bons salários, e o investimento em sua formação educacional e profissional compromete parcela considerável da renda de muitos.

A Cathedral mantém os mesmos R$ 500,00 de mensalidade (com adimplência o valor ainda pode diminuir) para o Curso de Direito há mais de quatro anos. Meu sobrinho Rodrigo “O Gigante”, que faz Curso de Direito em Brasília, informa que as mensalidades lá variam de R$ 700,00 a R$ 1.200,00. Se a Cathedral aumenta o valor da mensalidade ela dificulta a vida dos alunos (chegando a inviabilizar completamente para alguns), e se ela não aumenta o valor dificulta sua própria existência. Entretanto a Cathedral continua pagando todos os salários rigorosamente em dia (pessoalmente garanto isto há pelo menos 4 anos, e sei que sempre foi assim), num esforço que somente empresários e administradores conseguem entender, pois o equilíbrio das contas muitas vezes é conseguido à custa de socorro bancário. Esse resultado pedagógico assume um significado maior, consideradas estas condições sociais e econômicas, e só ficando de cabelos brancos, ou usando os que já tem para fazer funcionar (não é Professor Nogueira?).

E OS OUTROS CURSOS DA CATHDRAL?

Você pode estar se perguntando sobre os outros cursos da faculdade. Será que também são bons? A resposta é que a coordenação pedagógica é a mesma para todo mundo, é institucional, e ela exige de todos os coordenadores de curso, e de todos os professores o mesmo nível de excelência e qualidade.

MELHOR REMUNERAÇÃO PARA PREMIAR E RECOMPENSAR ESFORÇO DE EVOLUÇÃO

O sofrimento humano causado pela pobreza incomoda todo mundo, e muitas soluções já foram tentadas (bolsa família, bolsa isto ou aquilo, e até jogar dinheiro de avião...), mas indiscutivelmente o melhor meio de distribuir renda é aumentando o ganho de quem progrediu culturalmente. O indivíduo que se esforçou deve ser recompensado materialmente, seja aplicando os conhecimentos em seu próprio negócio, seja recebendo salários melhores.

Um cidadão sem estudos, sem conhecimentos científicos, com pouca cultura, e sem consciência de sua importância profissional e social não saberá dispor de melhores recursos materiais.

 

 

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15/09/2008

 

Bom dia Barra do Garças!

 

Feliz Aniversário!

Nossa cidade está completando 60 anos hoje e isto é motivo para saudá-la e declararmos a felicidade de viver aqui.

A felicidade de conseguir viver os bons e maus momentos que fazem parte do cotidiano de todos e assim superar tudo para o bem da realização de nossa evolução humana.

Não cabe neste dia falar de problemas mas de externar desejos, ou seja, lançar idéias para que elas fiquem pairando no ar até encontrarem energia suficiente para se realizar.

SUSTENTABILIDADE

Nossa cidade tem em sua história a marca do desenvolvimento material, do desejo de melhora encontrando uma pedra preciosa garimpando o rio, depois criando bois durante a colonização do centro-oeste e mais tarde fazendo lavouras de arroz e soja, e novamente voltando para a pecuária. Durante o ciclo agrícola, no final da década de setenta, chegamos a ser o segundo ou terceiro município mais rico do Mato Grosso.

Desejo que o próximo ciclo econômico seja mais firme produção de riquezas, mais constante, permitindo que aqui se firme uma elite capaz de gerir e distribuir as riquezas com justiça social. Imaginem as riquezas de nossa cidade distribuídas com justiça: remunerando o capital, o trabalho e cumprindo deveres sociais (pagando impostos).

EDUCAÇÃO

Nossa característica cultural é mais brasileira possível, pois aqui moram gaúchos, maranhenses, baianos, paulistas, cariocas, mineiros, e vou pedir desculpas aos demais conterrâneos, porque vai ser cansativo citar todos os estados brasileiros.

Desejo que este caldeirão cultural seja cada vez mais enriquecido com as faculdades de nossa cidade (Cathedral, Univar e UFMT - por enquanto*) cheias de alunos, buscando uma evolução profissional, individual e humana, melhorando sua condição de ser cidadão.

*UFMT - por enquanto, pois faz parte deste desejo a transformação do Campus do Instituto do Médio Araguaia em Universidade Federal do Médio Araguaia.

ESPIRITUALIDADE

Há diversas instituições religiosas e místicas em nossa cidade. São diversas as correntes de pesquisa, cultivo e busca de uma re-ligação do homem com Deus.

Desejo que todos possam exercer sua vivência espiritual com paz, amor e sabedoria, em ambiente de respeito e tolerância mútua, permitindo que todos exerçam e realizem com dignidade sua evolução espiritual.

Querida cidade estes são os três desejos que espero que se realizem.

Que O Supremo Arquiteto do Universo derrame suas bênçãos nesta cidade da Serra do Roncador, protegendo a civilização da Era de Aquarius que aqui está se firmando.

PS: estive sem condições de escrever, completamente absorvido em outra atividade, mas aos poucos estou retomando a normalidade da vida. Como diria um querido amigo: Vida que segue.

 

 

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04/10/2007

 

Aluno a distância vai melhor no ENADE: uma reflexão

 

Você leu a notícia publicada na Folha de São Paulo no dia 10/09/2007, que informa sobre o desempenho dos alunos de curso a distância? Não? Então, vale a pena conferir no link:


Escrever sobre uma notícia alguns dias após sua publicação pode parecer estranho, mas é que nesse tempo refletimos sobre o resultado apresentado nessa reportagem. Nessa reflexão foi possível constatar que os cursos a distância possuem características bem diferentes daquelas que nos acostumamos em cursos presenciais. Como ponto de partida à discussão sobre o assunto é mister apresentar,  resumidamente, a experiência em Educação a Distância (EaD) da UFMT.

A Universidade Federal de Mato Grosso está dentre as 25 IES brasileiras que oferecem o Curso Piloto da UAB de graduação em Administração, num convênio entre MEC/BB/UFMT, que teve início em 2006.

A UFMT vem, desde 1993, formando e capacitando profissionais na área de Educação. Tal experiência possibilitou-a desenvolver um modelo próprio que vem se mostrando eficiente e eficaz, sendo inclusive, exemplo para vários Estados Brasileiros, bem como a Instituições de Ensino de outros países.

O modelo da UFMT utiliza-se de todas as possibilidades para alcançar o aprendiz: fascículos das disciplinas, e-mail, “chat”, fórum, cartas, telegramas, telefone, e a constante presença do Orientador Acadêmico nos pólos para sanar as dúvidas que possam surgir durante o percurso do aluno em cada uma das disciplinas.

Vale destacar que cada Orientador Acadêmico, ou Tutor como são denominados em outras Instituições, é responsável por orientar uma turma de 25 alunos em todas as disciplinas do Curso. Para tal, recebe capacitação constantemente, realizando formação em Docência de ensino a distância nos cursos de extensão e de pós-graduação, fluxo contínuo, oferecidos pelo NEAD. Ou seja, os Orientadores são formados em conhecimento específico de EaD e ainda, são capacitados em todas as áreas do conhecimento de Administração para, antes dos alunos do curso piloto, receberem todo o conteúdo disciplina a disciplina. Essas capacitações visam, principalmente, levar o processo de ensino-aprendizagem aos discentes, do modo, formato, critérios avaliativos delineados pelos Professores das Disciplinas¹ com a mediação direta do Orientador.

O processo de ensino-aprendizagem resumidamente pode ser apresentado conforme se segue. No curso piloto de Administração a distância da UFMT, os alunos recebem os fascículos para estudar (individualmente ou em grupo), com o auxílio de um guia didático produzido pelo Professor Especialista, que informa os passos, as seqüências, o encadeamento de idéias a seguir, inclusive com a indicação de livros, além de artigos e outros em endereços eletrônicos, revistas, jornais, etc. Durante este processo de estudo o aprendente produz atividades (textos, artigos, casos, exercícios, etc), que são enviados periodicamente para o seu orientador. Participa de fóruns e salas de discussão (“chats”) pela internet, nos ambientes virtuais e-Proinfo, Aulanet ou Moodle, etc. As avaliações presenciais são realizadas em encontros com a periodicidade mais ou menos  bimestral. Ao final de cada semestre, além das avaliações presenciais, os alunos apresentam os TCAs (Trabalhos de Conclusão de Área) para uma banca examinadora composta pelo Professor Especialista, pelo Coordenador do Pólo e pelo Orientador do aluno. Desse modo, a avaliação do aprendente é composta por um conjunto de observações realizadas durante todo o processo, ou seja: atividades, exercícios, estudos de casos, participação nas discussões (fóruns e “chats”), prova presencial, e apresentação de seminário. É uma avaliação processual.

Destaca-se que nos encontros presenciais também são realizadas orientações gerais, alertas de calendário, e demais assuntos de secretaria.

Os orientadores acadêmicos fazem a ligação, o meio de campo, entre os alunos e os Professores Especialistas, e recebem uma capacitação (treinamento específico) a cada nova disciplina, para dar conta de orientar com competência as atividades e os trabalhos que os alunos devem desenvolver. Caso não consiga resolver alguma situação, o Orientador recorre ao Professor Especialista, que se mantém em permanente plantão até a finalização da disciplina.

Estamos envolvidos nos dois processos, nas duas modalidades educacionais (presencial e a distância) e constatamos em ambas os mesmos esforços e preocupações com a aprendizagem, com a construção do saber pelo próprio aprendente, sendo “o assunto” em quase todas as reuniões pedagógicas. No entanto, acreditamos que neste momento apresenta-se como um grande desafio ao mundo da Escola tentar sensibilizar o aluno no sentido de fazê-lo ver que é ele o próprio agente da construção do seu conhecimento, do seu aprendizado. Como resultado, abre-se a possibilidade de se tornar um cidadão mais consciente de seus deveres e direitos, com melhores condições de empregabilidade.

Dificuldades no ensino a distância? Muitas! De todos os tipos e nuanças. É o e-mail que não chegou, a dificuldade para encontrar algum livro didático nas cidades do interior, as longas viagens para os encontros presenciais, os arquivos enviados que não abrem, as semanas que ficam sem finais ou inícios, a dificuldade cultural brasileira em lidar com prazos, o uso da informática, para alguns alunos.  Vale ressaltar que no início do curso, a pouca alfabetização em informática apresentou-se como um verdadeiro empecilho para alguns alunos. Mas eles correram atrás e superaram suas deficiências, podendo-se perceber hoje (um ano depois) que são capazes de tecer comentários críticos e responsáveis sobre textos que não são de suas autorias. Importante ressaltar que os alunos do ensino a distância utilizam-se dos famosos ctrl+c e ctrl+v, com bem menos intensidade do que se imagina, e quando o fazem, sabem indicar a fonte.

O preconceito em relação a educação a distância ainda é uma realidade pois a maioria das pessoas, mesmo aquelas envolvidas com a educação, desconhecem as práticas da modalidade a distância. Aproveitamos para fazer um convite: pesquisem o assunto. A UFMT tem uma longa experiência, como pode ser verificado no site do NEAD, e tem procurado expandir esta prática educacional para muito além das fronteiras da própria instituição e até mesmo do país. Enquanto escrevíamos este texto, Alberto Vieira, amigo do Paulo Goulart, enviou uma mensagem informando que a UNISUL possui “um dos mais antigos e melhores programas de EAD do Brasil”. Você tinha conhecimento da existência destes núcleos e programas? Quantos outros existem no Brasil? Como eles estão organizados? Como funcionam? Quem são os parceiros?

O preconceito reside na nossa formação construída nos últimos 50 anos: reprodução de conhecimento segmentado e sem elaboração. Temos sido educados para compartimentar o conhecimento, decorá-lo, e depois reproduzi-lo exatamente como foi lido no livro, na apostila, ou foi ouvido em uma aula expositiva. Como existir educação a distância com essas práticas? Como existir educação em qualquer modalidade com essas práticas? A reflexão, a elaboração e a construção do conhecimento que é apresentado ao aprendente, é o ponto chave da educação.

A ausência da presença física do professor e do aluno no mesmo espaço-tempo impõe nova postura, tanto por parte do aluno/aprendiz quanto do professor. Neste modelo o aluno deve correr atrás, deve mandar mensagens escritas (e-mail, fórum, sala de discussão), não existe aula expositiva, é necessário compreender o que está escrito, e, não compreendendo, deve escrever sua dúvida, ou telefonar, chamar no msn, no skype, e até passar na casa do orientador (já aconteceu em todos os pólos). Surge aí a condição mais desejada na educação: o aprendente é o agente principal de sua aprendizagem e procura o conhecimento.

A partir de toda essa reflexão, foi possível constatar que o ENADE permite que os alunos se comparem em termos nacionais, regionais ou por modalidade. Compara-se ainda, instituições, estados brasileiros, regiões, etc. Assim,  a notícia da Folha de São Paulo naquele dia 10/09/2007 foi muito importante para todos os alunos que participaram da prova do ENADE, mas para os alunos da modalidade a distância serviu como  estímulo, e, para os demais,  uma provocação saudável.

Queremos, com muita alegria, registrar a marcação de um gol do EaD com esse resultado da prova do ENADE!



¹ - No contexto dos cursos de EaD na UFMT os Professores das Disciplinas são denominados de Professores Especialistas.



Esta postagem foi atualizada em 17/10/2007 e contou com a colaboração de Neiva de Araujo Marques, Doutora em Economia Rural pela UFV, Mestre em Administração pela COPPEAD/UFRJ, Professora Adjunto II do Departamento de Administração e Coordenadora do Curso de Graduação em  Administração na modalidade a distância, da Faculdade de Administração, Economia e Ciências Contábeis (FAECC) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

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30/08/2007

 

Biodiesel com trabalho escravo?

 

Nunca escondi meu desagrado com as investidas que o Movimento dos Sem Terra (MST) faz, totalmente ilegais, a título de buscar, forçar, promover as "causas sociais".

Sempre estou à procura de uma solução para a distribuição de riquezas, de forma pacífica e legal. Portanto fico consternado e revoltado com a presença de escravos no Brasil, pois as correntes de ferro transformaram-se em amarras intangíveis, como o salário por produção, as metas absurdas de produtividade, e as dívidas absurdas na cantina da fazenda nunca cobertas pelo salário.

Em reportagens que acompanho pelos jornais, encontrei informações que dão conta que o novo ciclo da cana-de-açúcar está impondo uma rotina aos cortadores de cana que, para alguns estudiosos, equipara sua vida útil de trabalho à dos escravos. É o lado perverso de um setor que, além de gerar novos empregos e ser um dos principais responsáveis pela movimentação interna da economia, deve exportar US$ 7 bilhões neste ano.

Ao menos 19 mortes já ocorreram nos canaviais de São Paulo desde meados de 2004, supostamente por excesso de trabalho. Preocupados com as condições de trabalho e com a repercussão das mortes, as usinas estão mudando o sistema de contratação desses trabalhadores, antes terceirizados.

Pesquisadores dizem que a busca por maior produtividade obriga os cortadores de cana a colher até 15 toneladas por dia. Esse esforço físico encurta o ciclo de trabalho na atividade. O que os obriga a trabalhar tanto assim? Eles aproveitam a única oportunidade de trabalho, que é durante os meses de colheita, para garantir o sustento do ano inteiro. Falta responsabilidade social aos usineiros, que deveriam buscar uma solução viável para garantir algum ganho digno para estes trabalhadores durante a entressafra da cana.

Porque o MST não investe sobre esta situação? Porque o MST não se movimenta na porta das usinas exigindo a colocação de mais trabalhadores no corte de cana?

A ilusão da propriedade da terra é difundida por alguns (infelizmente mais influentes) dirigentes dos movimentos sociais, mais interessados em fazer movimentos políticos.

A verdadeira reforma agrária ocorre não quando se distribui terras, mas quando há a inserção do produtor rural na economia do agronegócio.

A incapacidade de transformar um "sem terra" em produtor rural nos atuais assentamentos, somente pode ser vista pelas pessoas conscientes da condição social dos excluídos e do sistema produtivo rural.

A terra é o que custa mais barato na reforma agrária. Irresponsavelmente as pessoas são colocadas em terras que não estão produzindo nada, e para inserir estes imóveis rurais no sistema produtivo, demanda tempo, tecnologia, investimentos mínimos em instalações e equipamentos, bem como educação e treinamento na atividade econômica que será desenvolvida. Qual a condição das famílias em educar os seus filhos nos assentamentos? Qual a condição de saúde e higiene nesses lugares?

Existe solução, e ela já está sendo colocada em prática, conforme notícia encontrada no site do jornal A Folha de São Paulo: “Petrobras empregará mais de 70 mil famílias na produção de biodiesel", por Lorenna Rodrigues da Folha Online, em Natal.

A produção de biodiesel pela Petrobras, que começará comercialmente a partir do ano que vem, deverá empregar mais de 70 mil famílias de agricultores que serão responsáveis por fornecer mamona, girassol, amendoim, algodão, dendê e outras oleaginosas. Por lei, a empresa é obrigada a comprar de 10% a 50% dos grãos da agricultura familiar, dependendo da região, para ter isenção de impostos como PIS e Cofins.

A estimativa é de que sejam necessários 315 mil hectares de área plantada para a produção das cinco usinas que a estatal pretende operar já no próximo ano. Só na região de Guamaré (RN), onde a empresa tem duas unidades experimentais de produção de biodiesel, cerca de 4 mil famílias deverão trabalhar no cultivo dos grãos.

No município de João Câmara (RN) a cerca de 120 quilômetros de Natal e 60 quilômetros das usinas, 148 famílias já trabalham em parceria com a Petrobras. No meio do semi-árido nordestino, elas colherão neste ano, pela primeira vez, sementes de girassol que serão usadas para fazer o combustível.

Os agricultores são antigos sem-terra que estão assentados ali há 13 anos. Moram em casas rústicas, mas todas com cisternas que foram instaladas em janeiro para guardar a água da chuva. Quase todas as casas têm também antenas parabólicas, compradas a crédito, única forma de captar o sinal da televisão.

Antes do Girassol, só o sorgo sobreviveu à falta de chuva na região. O grão era usado para alimentar os animais e vendido para mercados da região. Os agricultores tentavam plantar milho, arroz e feijão para a subsistência, mas só conseguiam colher uma em cada dez safras.

Depois de mais de uma década no lugar, é a primeira vez que o agricultor Francisco de Assis planta girassol. Ele juntou sete hectares da sua propriedade com outros sete do vizinho e plantou a flor que dará óleo. Até agora, não viu ainda o dinheiro da produção, já que a colheita é só em agosto. Mas está confiante de que, com o girassol, este ano será melhor do que os outros. "Antes, às vezes a gente tinha comida, às vezes não. Essa terra era só poeira, mas o girassol é valente. Confiando em Deus isso tudo vai dar certo", diz, apontando para a paisagem de girassol.

Cada hectare deverá render R$ 400 para o agricultor. Outros R$ 350 serão usados para pagar os custos, entre eles os recursos das máquinas e combustível adiantados pela Petrobras que se comprometeu a comprar toda a produção do assentamento.

O que sobra do Girassol -a chamada torta- será usado para alimentar ovelhas, vacas e tilápias, criadas em um tanque artificial. A água do tanque é retirada de um poço cavado pela Petrobras no acampamento. Além disso, o projeto é usar as flores para fazer mel. Cada hectare poderá produzir até 30 quilos de mel.

FALTA DE GRÃOS

O agricultor Antônio Pereira Barbosa alerta que muitas outras pessoas poderiam estar produzindo oleaginosas na região se o programa fosse estendido e se o acesso ao crédito fosse mais fácil. "Você não consegue pegar dinheiro no banco, é muita papelada, se não for casado direito não sai", reclama.

Apesar da aparente abundância de mão-de-obra, a Petrobras ainda não tem garantia de que a produção dos pequenos lavradores será suficiente para abastecer as usinas de biodiesel, o que poderá fazer com que grande parte da matéria-prima seja comprada de grande plantadores de soja.

"Ter no entorno das usinas uma produção de 50 mil toneladas de óleo vegetal não acontece da noite para o dia. Ainda não há uma tradição de cultivo de oleaginosas", pondera o gerente de Desenvolvimento Energético de Gás e Energia da Petrobras, Mozart Schmitt.

Existe solução legal e capitalista para a distribuição de riquezas, mas precisamos de vontade política (inclusive dos políticos), capacidade de articulação e negociação, pois em Barra do Garças (MT) existem pessoas, clima e solo que estão esperando ações sustentáveis.

Para críticas e sugestões envie mensagem para paulogoulartjr@gmail.com.

 

 

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22/08/2007

 

Lual de Compras em Barra do Garças contra a CAMOL em Aragarças

 

A Secom-BG informou que o prefeito de Barra do Garças, Zózimo Chaparral, percorreu no início da noite de sexta-feira, 10, o 1º Lual de Compras na rua Mato Grosso, no trecho entre a Carajás e Presidente Vargas, no centro comercial da cidade.

Para a realização deste 1º Lual de Compras, desfile de moda, exposição de artes, de artesanato e vitrines abertas ao longo de dois quarteirões o Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) se uniu à  Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Prefeitura de Barra do Garças, Polícia Militar, Sindicato do Comércio, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Associação Comercial.

Segundo o gestor do projeto "Varejo que dá certo", João Batista Santana, do Sebrae, o objetivo desse 1º Lual de Compras foi o de fortalecer as vendas do comércio local e massificar a idéia de se criar um shopping center a céu aberto em Barra do Garças.

O gestor do projeto "Empreendedorismo", Nilson Benedito do Amaral, também do Sebrae, diz que Lual de Compras dá fôlego ao comércio e aumenta o número de compradores ativos da cidade para as chamadas "compras contínuas".

Dados do Sebrae dão conta de que o comércio local gera em torno de 15 mil empregos e possui cerca de 300 micros e pequenas empresas em Barra do Garças.

O NOME DESTE TIPO DE AÇÃO É ARRANJO PRODUTIVO LOCAL

Arranjo Produtivo Local está assim definido no site do SEBRAE: “Arranjos produtivos são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.”

A CAMOL É UM DESARRANJO DA ECONOMIA LOCAL

Instala-se com certa freqüência em Aragarças a CAMOL, que vende para a população dos três municípios, uma porção de produtos supostamente mais baratos, pois a relação preço e qualidade está intimamente ligada.

Será que estes comerciantes estão recolhendo impostos em Aragarças?

Será que estes comerciantes empregam pessoas que moram em algum dos três municípios?

Será que estes comerciantes vendem, sem recolher impostos, ocupar mão de obra local, e enxugam uma quantidade considerável de poder aquisitivo da população?

Será que o Lual de Compras que aconteceu em Barra do Garças gerou algum benefício para Aragarças e Pontal do Araguaia? Ou não devemos nos preocupar com isso?

Você que mora em Barra do Garças ou Pontal do Araguaia já foi na feira livre que acontece em Aragarças todos os sábados à noite? Já encontrei muitos conhecidos e amigos naquela feira, alguns inclusive somente matando o tempo com o indefectível “pastel de feira” na mão, e uma latinha na outra.

O trânsito de pessoas, bem como as relações econômicas e culturais, desconsidera a divisão política existente no espaço urbano contíguo dos três municípios.

Continuando a levantar questões:

Há possibilidade de um grande Arranjo Produtivo Local envolvendo os três núcleos urbanos, e o Shopping a céu aberto acontecer não somente na Rua Mato Grosso?

O Shopping a céu aberto, com datas habituais, descontos em hotéis para quem fizesse compras acima de determinado valor (comprovado com cupom fiscal, etc, etc..),  teria o poder de atrair as populações das cidades vizinhas?

Estaríamos incentivando o comércio e prestação de serviços legalizado, que recolhe impostos, emprega cidadãos barra-garcenses, aragarcenses e pontalenses, e promoveríamos a circulação de riqueza em nossos municípios.

Será que é possível uma articulação e uma sintonia entre as três administrações públicas?

Gostaria de saber a opinião dos nossos prefeitos Marcão, Chaparral e Gerson.

Para críticas e sugestões envie mensagem para paulogoulartjr@gmail.com.

 

 

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